O quê fazer para Planaltina se desenvolver

O quê a população mais precisa para se ter dignidade é casa e trabalho

%bsbtimes- %bsbtimesCom mais de 27 condomínios irregulares, sem uma definição de área para o desenvolvimento econômico, uma renda per capita de 350 reais, 15 milhões de salário para os trabalhadores, 230 mil habitantes, mais de 5.000 comércios varejistas, sem creches públicas para auxiliarem as mães trabalhadoras e uma juventude expectante para se ocupar em ciência, tecnologia, esporte e cultura. Saneamento básico e transporte coletivo caóticos nos principais setores habitacionais mais populosos como o Grande Arapoanga e o Grande Mestre D’Armas. Buscar resolver essas questões logo.

Com mais de 27 condomínios irregulares, sem uma definição de área para o desenvolvimento econômico, uma renda per capita de 350 reais, 15 milhões de salário para os trabalhadores, 230 mil habitantes, mais de 5.000 comércios varejistas

É necessário, urgentemente, regularizar o Grande Arapoanga e o Grande Mestre D’Armas para que se conclua a destinação das áreas para instalação de espaços públicos e implantação de um conjunto habitacional, um setor de oficinas, um parque de exposições, um memorial histórico, um pólo de gastronomia, um de plantas ornamentais e um de artesanato, definir um roteiro ecoturístico, capacitando os proprietários de equipamentos e os profissionais em turismo. Fortalecer os artesãos e os produtores rurais, promovendo diversos cursos para o despertar nas características peculiares de turismo e agronegócios.

Promover um Seminário de Desenvolvimento Local e fazer um levantamento dos atores sociais ativos para se elaborar um documento de prioridades, convidando os comerciantes, o Centro de Pesquisa da Embrapa, o Campus da UnB, as escolas técnicas como o IFB e CEP Saúde, as escolas públicas, as faculdades privadas, as instituições sociais e religiosas para trabalharem em conjunto. A partir daí o que definir neste fórum, seja rigorosamente cumprido. Assim, teremos condições de qualificar mão-de-obra e ainda aproveitá-la rapidamente, como por exemplo, capacitar agentes de marketing social para captarem clientes para as empresas planaltinenses, até por que somente 20% dos moradores compram na cidade.

Muita coisa pode ser fazer com os espaços públicos como o Centro Histórico, a Vila Olímpica e o Complexo Cultural dá pra se aproveitar as suas instalações para qualificar recursos humanos específicos nas áreas de ciência e tecnologia, ecoturismo, esporte e cultura, promovendo grandes eventos de torneios, expedições, feiras e exposições.

Na Agenda 21, onde trabalhamos 07 anos, em parceria com a Administração de Planaltina, fizemos um diagnóstico sócio-econômico-ambiental da cidade com foco em bacias hidrográficas, capacitamos muita gente em desenvolvimento sustentável. Propusemos vários relatórios e instruções em organismos federais, regionais e de gestão compartilhada. Naquele período tive o privilégio concomitante de integrar os Comitês de Bacias Hidrográficas do Paranaíba e do Tocantins/Araguaia, além de contribuir também como conselheiro do Conselho do Meio Ambiente do DF, sempre representando Planaltina por ela possuir recursos naturais como uma Estação de Águas Emendadas, 04 lagoas naturais, 09 parques ecológicos e 99 cursos d’água. Consegui ver as grandes características da cidade em recursos hídricos e ambientais que podem ser bastante explorados para a geração de ecoturismo, trabalho e renda.

Helio Rosa (Jornalista Reg.12720/DF, MBA em Administração Pública, Empreendedor Digital e Vice-Presidente do Conselho de Desenvolvimento do DF).

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