Israel autoriza pouso de avião que vai retirar brasileiros da China

Segundo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, operação deve iniciar na terça-feira e está previsto o resgate de cerca de 40 pessoas

Fonte: Agência Estado

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou, nesta segunda-feira, 3, que o governo brasileiro vai trazer de volta de Wuhan, na China, epicentro da epidemia do novo coronavírus, os brasileiros que queiram voltar ao país.

“São cerca de 30 a 40 pessoas e devemos iniciar a operação (de retirada dessas pessoas daquele país) amanhã (terça-feira, 4)”, disse o ministro, em entrevista à Rádio Gaúcha.

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Segundo o ministro, o governo de Israel já autorizou o pouso do avião com os brasileiros naquele país, até mesmo porque eles possuem áreas de isolamento.

A FAB (Força Aérea Brasileira) já está elaborando o plano de voo da aeronave que trará os brasileiros de Wuhan, com escala em Israel, pois não há voo direto em decorrência da distância entre Brasil e China.

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Onyx disse que a operação de retirada desses brasileiros está sendo analisada sob vários aspectos, não apenas o da logística, inclusive com a escolha de um local no Brasil para que eles fiquem em isolamento, a fim de não colocar a população do País em risco.

Dentre os locais que estão sendo estudados, estão Florianópolis, Anápolis e localidades no Nordeste, mas nada ainda definido.

“Vamos trazer os brasileiros da China, mas não podemos colocar toda a população brasileira sob risco.”

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Como o Brasil não dispõe de um lei de quarentena, o ministro disse que o governo vai enviar ao Congresso Nacional uma MP (Medida Provisória) estabelecendo as regras para os procedimentos de isolamento e medidas a serem adotadas quando surgirem tais epidemias.

O governo fará na manhã desta segunda-feira a primeira reunião do grupo de emergência que vai discutir medidas de preparação e de enfrentamento do coronavírus no País, sob coordenação do Ministério da Saúde, com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Justiça, Defesa, Agricultura, Desenvolvimento, do Gabinete de Segurança Institucional e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro voltou a falar também da crise que atingiu a sua pasta, com o esvaziamento de algumas funções, e reiterou o que já havia afirmado neste final de semana, que está tudo pacificado e que vai continuar à frente do ministério.

E voltou a dizer que “não está em busca de poder, mas sim com fome de servir”.

Antropólogo, sociólogo, estudou ainda economia e Direito, especialista em antropologia econômica. Com mais de 16 anos de experiência na Admisnitração pública, já atuou em diversos porgãos do Governo do Distrito Federal. Gaúcho de Passo Fundo, radicado no DF a 27 anos.

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