Conheça a história do criador da Zoom, que ganhou US$ 4 bilhões com pandemia

Conheça a história do criador da Zoom, que ganhou US$ 4 bilhões com pandemia - foto Revista PEGN

Eric Yuan fundou a plataforma de chamadas virtuais em 2011, depois de ter visto os Estados Unidos negado duas vezes. Yuan ganhou bilhões nos primeiros três meses de 2020

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

Eric Yuan criou a Zoom, um império de conferências de vídeo que alcançou uma avaliação de mercado de US$ 35 bilhões em nove anos. Apenas nos últimos três meses, o bilionário de 49 anos de idade viu sua riqueza mais que dobrar, segundo o site americano Business Insider. Yuan ganhou US$ 4 bilhões e chegou a uma fortuna atual de US$ 7,57 bilhões. Não é para menos: a demanda pelas chamadas virtuais aumentou muito com a pandemia causada pelo novo coronavírus e a necessidade de isolamento social. Yuan hoje trabalha 18 horas por dia cuidando da sua startup.

O empreendedor nasceu na província chinesa de Shandong. Filho de engenheiros de mineração, teve como primeiro empreendimento coletar materiais de construção que sobravam e reciclá-los em troca de dinheiro. Yuan formou-se em matemática aplicada e conseguiu um mestrado em engenharia. Depois de trabalhar por quatro anos no Japão, inspirou-se por um discurso de Bill Gates a se mudar ao Vale do Silício.

Nessa época, apareceu o primeiro obstáculo na carreira do fundador da Zoom: seu visto foi negado oito vezes pelos Estados UnidosYuan só chegaria na Califórnia em 1997. Ao mesmo tempo que programava, estudava para melhorar seu inglês. Yuan trabalhava para uma startup de videoconferências chamada WebEx, comprada pela gigante de telecomunicações Cisco Systems.

A ideia para a Zoom surgiu de um relacionamento à distância durante a faculdade na China. Yuan e a namorada eram separados por uma viagem de 10 horas de trem. “Eu era jovem, com uns 18 ou 19 anos de idade, e pensava que seria fantástico se houvesse um aparelho no futuro em que a gente apenas apertasse um botão e conseguisse se ver e falar um com o outro”, contou Yuan à revista americana Fortune. Os namorados acabaram se casando e têm três filhos hoje.

Yuan apresentou sua ideia para um sistema de videoconferências aos smartphones em 2011 para a Cisco. Quando seus chefes não gostaram da ideia, Yuan saiu da Cisco e fundou a Zoom. Como não conseguia investidores, pegou dinheiro emprestado de amigos e da família. Yuan mudou seu protetor de tela para a frase “Isso não pode ser feito” e seguiu trabalhando apesar dessa desmotivação constante. Até hoje seu lema é “Trabalhe duro e continue humilde.

O empreendedor estava envolvido em todas as partes do seu negócio. Ele próprio mandava um e-mail a todos os clientes que cancelassem o serviço da Zoom. Um dos consumidores não acreditou que o próprio fundador estivesse escrevendo a mensagem e acusou a companhia de ser desonesta e de usar um robô que impersonava o CEO.

Sabemos como a história terminou: a Zoom teve uma das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) mais bem-sucedidas de 2019, segundo o Financial Times. A empresa vale mais do que o aplicativo de mobilidade urbana Lyft ou a rede social Pinterest, com um valuation de US$ 35 bilhõesA Zoom atende mais de 30 mil clientes corporativos, como Samsung, Uber e Walmart.

O crescimento não gerou apenas boas notícias, porém. A Zoom está sendo mais investigada sobre seus procedimentos para garantir privacidade e segurança de dados dos usuários. Reuniões públicas enfrentam invasões e envio de imagens pornográficas. Por isso, a Zoom implementou um recurso de aprovação de cada participante da reunião pelo seu criador. Contra vazamento de e-mails e informações pessoais, também ofereceu recompensas para hackers éticos e trouxe especialistas externos à startup.

“Durante a pandemia de Covid-19, a Zoom está constantemente trabalhando para que hospitais, universidade, escolas e outros negócios pelo mundo possam continuar conectados e operacionais”, escreveu a Zoom em um comunicado.

O próprio Yuan vive fzendo conferências — por exemplo, enquanto vai aos treinos de basquete de um dos seus filhos. O empreendedor limitou-se a duas viagens de negócios por ano para passar mais tempo com os filhos. Nas chamas virtuais, o bilionário coloca uma praia como fundo de tela — e, só de brincadeira, no final da reunião, mostra que estava mesmo é em um ginásio escolar acompanhando seu filho no basquete.

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