Caso Naja: PCDF conclui inquérito e indicia 10 por crimes ambientais

Serpente Naja | Foto: Reprodução.

De acordo com investigações, um deles é o estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, picado pela cobra

Em uma coletiva na manhã desta quinta-feira (13/8), na Direção-Geral da Polícia Civil do DF (PCDF), as autoridades divulgaram os resultados das investigações que apuram o suposto tráfico de animais exóticos na capital do país. Segundo os policiais, diálogos comprovam as suspeitas. Dez pessoas foram indiciadas por crimes ambientais.

O inquérito conduzido pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) teve como principal alvo o estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, picado por uma cobra Naja kaouthia criada clandestinamente em sua casa, no Guará. Ele foi indiciado por tráfico animais silvestres, maus-tratos a animais e associação criminosa.

“Foi elucidado um esquema de tráfico de animais a partir desse rapaz, onde se comprovou que ele trafica animais. Ele traz cobras de outros estados. Temos registros de viagens, vendas, diálogos a partir de aplicativos de conversa. Compra, venda, valores. Pessoas que compareceram à delegacia e que confirmaram o valor, modo de entrega”, afirmou o delegado Willian Ricardo, da 14ª DP.

Ele é suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que trazia animais exóticos ilegalmente para o país. O jovem chegou a ser preso, mas solto após seus advogados conseguirem um habeas corpus.

Segundo a PCDF, a partir dos elementos colhidos, foi possível verificar, pela grande quantidade de animais apreendidos, que “Pedro Henrique é traficante de animais silvestres e não mero colecionador”.

Preços

Pedro entrou no mundo do tráfico de animais em 2017, segundo os investigadores. Passou a reproduzir as serpentes e vender os filhotes. Cada filhote custava cerca de R$ 500. “Deixamos claro que não se trata de um colecionador. Nessa investigação, tratamos de separar os criadores de quem compra, vende”, esclarece o delegado.

A afirmação é corroborada por mensagens de texto trocadas entre o jovem e a mãe dele. Em uma delas, o universitário passava pela cidade de Ibotirama (BA) e trazia consigo uma cobra. Ele também mantinha contatos de outros traficantes de animais.

“Para alimentar essas cobras, são necessários ratos, que são oferecidos vivos ou mortos. Mortos, eles precisam estar congelados. Quem tem esses animais em casa geralmente mantém no congelador e depois descongela em banho-maria. Na residência desse rapaz tinha uma série de camundongos congelados no freezer”, explica Willian Ricardo.

Reprodução | BSB TIMES com informações do Metrópoles/ Mirelle Pinheiro.

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