Distritais pedem mais verbas para o Instituto do Coração

O apelo de mães de crianças que aguardam por uma cirurgia no Instituto de Cardiologia do DF, também chamado Instituto do Coração – que atende via Sistema Único de Saúde (SUS) –, repercutiu no plenário da Câmara Legislativa. Durante a sessão desta terça-feira (1º), realizada por teleconferência, o deputado Jorge Vianna (Podemos) disse que a burocracia tem resultado em perdas de vidas. “O hospital não tem prestado atendimento, segundo o relato de um grupo de mães, por falta de medicamentos e outros insumos. Elas estão desesperadas”, contou o parlamentar. Para Vianna, os distritais precisam se unir para evitar as mortes. E, dirigindo-se ao GDF, apelou: “Se existem entraves burocráticos, que sejam resolvidos juridicamente. Mas, envie rápido os recursos que são essenciais para salvar vidas”.

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da CLDF, o deputado Fábio Felix (Psol) disse que a situação já foi denunciada ao colegiado. “Esse é um problema decorrente da terceirização das unidades de saúde”, avaliou, comentando o caso de uma família que já recorreu três vezes à justiça e a decisão para que seja atendida uma criança de quatro meses de idade ainda não foi cumprida. Por sua vez, o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) cobrou do governo a execução (liberação do recurso) de emenda parlamentar destinada àquela unidade hospitalar no valor aproximado de R$ 200 mil, “que poderiam ser utilizados para minimizar o problema”.

Novo modelo econômico

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano – que registrou um tombo de 9,7% e colocou o país novamente em recessão –, divulgado hoje pelo IBGE, levou o deputado Agaciel Maia (PL) a pregar, durante a sessão remota da CLDF, a necessidade de revisão do modelo econômico brasileiro. “Não dá mais pra privilegiar o setor financeiro em detrimento do setor produtivo”, analisou. Para o distrital, medidas adotadas pelo atual governo tendem a agravar a crise, com aumento da desigualdade, levando mais cidadãos à situação de pobreza. “Além disso, haverá um atrofiamento da indústria nacional”, previu.

FONTE: CLDF

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