A história do brasileiro imortalizada no filme Homens de Honra

Quem conhece esta historia do brasileiro imortalizada no filme Homens de honra?
O pioneiro mergulhador de combate da Marinha do Brasil, foi Alberto José do Nascimento, que morreu aos 91 anos e juntamente com Luiz Oliveira, fez parte da turma de 1954 da US. Navy.
A turma que foi imortalizada pelo filme Homens de Honra, que narra a história de Carl Brashear, primeiro mergulhador negro dos EUA. Em 2016 foi lançado no Brasil o livro Operação Mergulho, que conta a trajetória de Alberto e Luiz ao cursarem mergulho na turma de Brashear.

O Legado de Alberto jamais será esquecido, sua história faz dele mais que um mergulhador, faz dele uma verdadeira lenda.

O texto abaixo é de uma reportagem do jornal A Tribuna do jornalista Itaercio Porpino, publicada no ano de 2004, e que conta um pouco da história desse nosso herói desconhecido pela grande maioria do público.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, texto que diz "EM UMA CENA DO FILME "HOMENS DE HONRA" OS SOLDADOS BRANCOS SE RETIRARAM DO ALOJAMENTO, POIS NÃO QUERIAM DIVIDIR O MESMO LOCAL QUE UM SOLDADO NEGRO. vamos_falar_de HISTORIA? APENAS UM SOLDADO FEZ QUESTÃO DE PERMANECER NO ALOJAMENTO AO LADO DE CARL BRASHEAR, QUE ERA O ÚNICO NEGRO PARTICIPANDO DO CURSO DA MARINHA AMERICANA. O QUE POUCOS SABEM É QUE NA VIDA REAL, ESSE ÚNICO SOLDADO QUE PERMANECEU NO ALOJAMENTO AO LADO DE CARL ERA O BRASILEIRO ALBERTO JOSE DO NASCIMENTO."

Quem já assistiu ao filme “Homens de Honra”, de 2000, sabe que aquela história é baseada em acontecimentos reais: na vida do primeiro negro (Carl Brashear) a se tornar mergulhador de resgate da Marinha americana, no início dos anos 50. O que ninguém faz idéia é que um natalense tenha vivido grande parte daqueles episódios. Inclusive, na escola de mergulho de resgate foi ele o único a se aproximar e ficar amigo de Carl, quando todos os aspirantes brancos americanos o hostilizavam e até perseguiam.
No filme, o natalense Alberto José do Nascimento seria aquele único aspirante que, logo nas primeiras cenas da escola de mergulho, permanece no alojamento após a entrada de Brashear, enquanto todos os outros se retiram, sentindo-se ofendidos e dizendo que “não dividem o mesmo espaço com um negro”. Porém, não é feita nenhuma referência à presença de brasileiros na turma. O personagem que representa o potiguar foi substituído por um americano gago.
“Fui eu quem fiquei no alojamento, então aquele cara do filme está me representando. Agora, aquela gagueira, todo o resto que acontece ao personagem é fantasia. Um cara como ele não entraria nunca em uma escola de elite feito aquela. Ali só entravam os melhores”, diz.
Alberto conta que foi ele quem participou junto com Carl Brashear do salvamento de um colega preso no fundo do mar. Inclusive, o natalense recebeu todos os méritos quando a maior participação no feito foi do marinheiro negro. O filme retrata esse episódio, mas o aspirante que estava ajudando Brashear, na ficção, era outro, que, inclusive, acabou fugindo. Ainda assim, ele foi condecorado com medalha de honra.
Teve esse salvamento, mas ele não aconteceu assim. Não houve medalha e também não foi um americano que participou da operação, e sim eu. Como no filme, Brashear ficou muito irritado diante da injustiça”, lembra o ex-mergulhador potiguar.

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