O absorvente íntimo e a Primeira Guerra Mundial

A historia do absorvente intimo retoma ao Egito Antigo os primeiros registros de
absorventes eram  proteções internas feitas de papiro processado eram
inseridas dentro do canal vaginal.

As romanas utilizavam chumaços de lã macia. Na Grécia, pedaços de pano envolviam gravetos de madeira que facilitavam a inserção. Na Índia, introduziam fibras de vegetais e no Japão, pedaços de papel eram enrolados  e formavam um “canudinho” semelhante à versão atual dos absorventes internos.

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Na Idade Média, as famosas “toalhinhas” eram colocadas sob as roupas íntimas, lavadas e depois reutilizadas.  A parte negativa desse processo é que a lavagem das toalhinhas era realizada sem sabão e com água que já havia sido usada para outras funções.

Porém,  do século XIX, a evolução foi pouca. Os tecidos cortados, dobrados em camadas e depois reutilizados ainda eram a opção mais higiênica disponível.

absorventes-antigos

Os primeiros aborventes descataveis surgiram por volta de 1894, surgiram nos Estados Unidos registros dos primeiros absorventes desenhados para consumo. Durante esse mesmo período, por volta de 1890, os primeiros absorventes descartáveis já eram comercializados na Alemanha, feitos de bandagens e vendidos em embalagens com seis unidades.

A grande reviravolta na historia dos absorventes higiênicos surgiu na Primeira Guerra Mundial. Em 1914, Ernst Mahler, o chefe de uma pequena empresa americana chamada Kimberly-Clark, visitou fábricas de papel e celulose na Alemanha, Áustria e Escandinávia, observando um novo material de celulose chamado “Cellucotton”.

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O material impressionou Ernst, pois era cerca de cinco vezes mais absorvente que o algodão e, quando produzido em massa, era metade do preço. Ao retornar para os EUA, Mahler registrou o material e, quando os Estados Unidos entraram na guerra em 1917, a Kimberly-Clark começou a produzir os curativos cirúrgicos com ele, hoje conhecidos como bandagem emergencial israelense.

Porém, as bandagens  chamaram a atenção das enfermeiras da Cruz Vermelha, que começaram a usá-los para a própria higiene pessoal e o costume se tornou conhecido. Quando o conflito terminou, a Kimberly-Clark aproveitou o excedente de ataduras dos militares e da Cruz Vermelha para criar os primeiros absorventes higiênicos comerciais com o nome de Kotex. A ideia foi muito inovadora em uma época em que as mulheres usavam pedaços de tecidos para as suas necessidades higiênicas naquela época do mês.

No século 20 surgiram produtos bem evoluídos como Modess, Tampax e OB. Em 1930, no Brasil, a Modess foi a primeira linha de absorventes descartáveis a ser produzida no país. Em 1933, surgiram os absorventes internos com aplicador, o Tampax nos Estados Unidos e o OB na Alemanha, que significa “ohne binde”, em português “sem toalha”.

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