Livro do autor de Crônicas de Nárnia previu com detalhes a pandemia – e ela seria obra de um demônio

No livro o autor, C.S. Lewis, satiriza a condição humana numa narrativa do ponto de vista do próprio diabo.

A história narra uma conversa entre o diabo e seu aprendiz onde o cramunhão explica como havia feito sucumbir tantas almas ao inferno. Ali o próprio Satanás explica que se utilizou de uma suposta doença para arrebatar o coração dos homens.

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As semelhanças são impressionantes, confira a passagem do livro “Cartas de um dia o a seu aprendiz “, de 1941:

 

” – Como você conseguiu enviar tantas almas para o inferno?

O velho diabo:

– Com medo!

O jovem:

– Bom trabalho! Do que eles estavam com medo? Guerra? Fome?

O velho:

– Não, de uma doença!

O jovem:

– Eles não ficaram doentes? Eles não estavam morrendo? Não havia cura?

O velho:

– Adoeceram, morreram, *e teve cura.*

O jovem:

– Eu não entendi…

O velho:

– Eles acidentalmente acreditaram que a única coisa que eles tinham que manter a todo custo era a VIDA!

Eles não se abraçaram, eles não se cumprimentaram, se afastaram um do outro. Eles renunciaram a todo contato humano e a tudo que era humano!

Ficaram sem dinheiro, perderam o emprego mas optaram por temer pela vida, mesmo que não tivessem pão.

Eles acreditaram em tudo que ouviram, leram os jornais e acreditaram cegamente em tudo que leram. Eles desistiram de sua liberdade, eles não saíram de casa, não foram a lugar nenhum.

Eles não visitavam parentes e amigos.

O mundo se transformou em um grande campo de concentração com prisioneiros voluntários.

Eles aceitaram tudo! Só para sobreviver a outro dia miserável…

Eles não viviam; morriam todos os dias!

Foi fácil tirar suas almas miseráveis…

C.S. Lewis

“Cartas de Berlicche”

Conselhos de um Velho Demônio ao Seu Aprendiz – Livro escrito em 1941″

 

 

Curiosidade, o autor era amigo pessoal de J.R.R. Tolkien, o autor dos contos do “Senhor dos Anéis”.

 

Por Rogério Cirino para o BSB TIMES

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Circula pelas Redes Sociais um texto que seria um extrato da famosa obra de C.S.Lewis “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, publicado em 1941, que supostamente faria referência à futura Pendemia de 2020.

    Algumas considerações

    Lewis não era católico, mas anglicano. Sua conversão se deu a seu amigo Tolkien, católico, que ficou desapontado com sua conversão para a Igreja Anglicana mas ao mesmo tempo contente por ser mais um cristão e não ateu como era.
    Em “Cartas”, o jocoso Lewis imagina como seria a forma de perversão de almas que os demônios usariam nos dias do século XX e com isso escreve um livro que seria uma “coletânea” de “textos” que ele teria “encontrado em algum lugar” e que agora publicava compilados em forma de livro. Trata-se, como diz o título, das cartas de um demônio a seu sobrinho sobre como fazer melhor o seu “trabalho” de levar as almas ao inferno.
    A obra de Lewis não tem diálogos. É escrita de forma epistolar (são cartas mesmo, curtas, mas dirigidas de um “tio” a seu “sobrinho”, ambos demônios).
    Se são cartas, evidente que não há diálogos. Cada capítulo do livro são pequenos textos, como cartas, com destinatário e remetente, palavras de incentivo e “carinho” do “tio” para o “sobrinho”.
    Não seria possível o texto acima, que é um diálogo.

    A verdadeira autora

    Camila Abadie é uma escritora do sul do Brasil, ativista, que há muitos anos atua nas Redes Sociais com pautas cristãs e conservadoras.
    Foi ela quem escreveu o “diálogo infernal” como uma forma de ver a atitude da Sociedade contemporãnea frente a uma doença e que acarretaria males maiores, mais profundos e duradouros que a própria enfermidade.

    Por quê disseminar o autor errado?

    Várias podem ser as intenções de quem dissemina um texto com autor errado ou mesmo suprime a autoria:

    colocar em dúvida uma mensagem ou pensamento a partir do momento que alguém quiser conferir a obra original
    desacreditar quem publica ou propaga o texto enganoso
    causar confusão em leitores menos acostumados a pesquisa ou leituras maiores
    dentre vários outros motivos.

    O que interessa é que vemos em propagandas assim como precisamos ler mais e confrontar aquilo que nos é passado com a verdade.
    Dizia um pregador do século XIX: “a verdade não precisa ser defendida pois ela fala por si” . Entretanto, vemos dia a dia que a verdade precisa ser defendida pois senão a mentira será a verdade.

    • Caro Leitor,

      Quanto ao seu comentário em matéria de nosso site gostaríamos de esclarecer.

      A informação nos chegou por fonte que nos parecia fidedigna, porém sua consideração é muito pontual e contundente.

      Gostaríamos, se nos permitir, de incluí-la no texto original enquanto contraponto.

      Att,

      Hélio Rosa

      Redator Chefe

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