O verdadeiro RAMBO

Bo Gritz, o capitão do exército americano que inspirou o icônico Rambo

Grande parte dos episódios vividos pelo soldado na guerra deram vida aos obstáculos de Sylvester Stallone nas telonas

A vida imita a arte ou a vida imita a arte? é justamente essa união que fez o conhecido personagem tanto da televisão quanto do cinema — o Rambo, interpretado por Sylvester Stallone — se inspirar em alguém real: um capitão das forças especiais norte-americana chamado James Gordon, que foi apelidado de Bo Gritz.

O homem era tão notório pelos seus feitos, que foi considerado um “herói americano”, recebendo altas condecorações. Desse modo, os filmes de Stallone também procuraram ter uma correspondência com sua biografia. Nos longas, o protagonista dizimava 504 pessoas apenas com uma pedra, uma faca, um arco e algumas flechas. Não muito diferente de Gritz que teve 400 inimigos mortos  e lutou no Vietnã.

Gritz recebendo uma medalha / Crédito: Divulgação

Gritz, também decidiu utilizar da sua fama na mídia para propagar que no Sudeste Asiático havia prisioneiros de guerra americanos, e que eles teriam sido capturados por comunistas russos. Assim, o capitão foi enviado para resgatá-los. Verificou-se que, na realidade, não havia nenhum prisioneiro, mas isso não impediu que o longa Rambo 2 fizesse seu enredo a partir dessa ocorrência, tendo uma única diferença: ali existiam os prisioneiros dos russos.

No ano de 1986 James passou a treinar mujahdins afegãos para lutar contra os soviéticos em Sandy Valley (Nevada), como consequência, em 1988, o terceiro filme da franquia se embasa diretamente nessa história: na ajuda de Sylvester na revolta afegã contra os russos. Como resultado, Gritz passou a ver uma extrema equivalência entre o que vivia e o que era transmitido nas telas do cinema.

Sylvester Stallone no filme Rambo 3 / Crédito: Divulgação

“Quando a terceira parte foi lançada, comecei a suspeitar que minha vida se parecia muito com a de Rambo”, afirmou em entrevista ao El País. Portanto, passou se autodominar como “o verdadeiro Rambo”.

O sujeito hábil de guerra em 1998 tentou suicídio após sua quarta mulher pedir divórcio. O tiro disparado em si mesmo não o matou diferente do que conseguiu fazer com outras pessoas. Apesar disso, logo que se recuperou da depressão, ele voltou a se relacionar com outra mulher e tornou-se evangélico.

Hoje, ele atua propagando a palavra de Deus, episódio que é reproduzido em Rambo 4. Isso porque o personagem viaja até Birmânia para auxiliar os cristãos e acaba se tornando um deles, difundindo a palavra do Senhor com tiros.

Em 2017, o documentário Erase and Forget, dirigido por Andrea Luka Zimmerman, misturou a ficção e a realidade para contar a história de Bo Gritz. Nas cenas, o antigo capitão chegou a reproduzir as cenas do filme que marcou os anos 80.

Atualmente, Bo Gritz tem uma vida pacata em seu rancho, e Rambo: Até o Fim cuida de representar isso. Já que nem o personagem e nem o verdadeiro militar tem idade para combater o crime organizado, por isso ambos acabam na reclusão.

FONTE: AVENTURAS NA HISTORIA

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