Impacto da covid-19 na Embraer foi relevante, mas há tendências positivas, diz BTG

Os volumes esperados de vendas de aeronaves ao longo da próxima década são cerca de 20% menores do que a perspectiva de mercado anterior

Fonte: Valor invenste

O BTG Pactual afirmou que a revisão das perspectivas de mercado da Embraer deste ano tem um significado especial, pois inclui o impacto da covid-19 na demanda por aeronaves. Segundo o banco, o impacto foi relevante, mas existem tendências favoráveis emergentes.

Os volumes esperados de vendas de aeronaves ao longo da próxima década são cerca de 20% menores do que a perspectiva de mercado anterior da empresa.

Pelo lado positivo, o BTG aponta tendências como dimensionamento correto de mercado e a regionalização de rotas, que tendem a favorecer fabricantes de aviões com fuselagem estreita, como a Embraer.

Essas mesmas tendências também são favoráveis para o segmento de turboélice, que o BTG acredita ser o próximo grande passo estratégico da Embraer.

A administração já estuda potenciais parcerias neste negócio, e um possível parceiro para o novo turboélice pode ser a sueca Saab, que parou de fabricar o modelo em 1999, mas tem laços estreitos com a Embraer por meio da venda de caças JAS-39 Gripen para o Brasil.

“Mais importante, a Embraer está olhando apenas para alianças para desenvolvimento de projetos e sua unidade comercial não está à venda, pois seu foco continua em expandir sua liderança no segmento de até 150 assentos”, diz o relatório.

O BTG destaca ainda que quaisquer parcerias ainda estão em um estágio inicial, o que torna difícil estimar os impactos potenciais na empresa, mas isso representa o principal risco de alta para a recomendação neutra.

Os ativos da companhia reagem positivamente, e as ações sobem 4,87% na B3, para R$ 8,83, enquanto as ADRs avançam 6% em Nova York, negociadas a US$ 6,87.

“Pelo lado positivo, as tendências do setor decorrentes da crise podem se tornar oportunidades positivas para a Embraer, como a crescente importância das redes aéreas nacionais e regionais na restauração do serviço aéreo”, diz o relatório.

Por fim, o BTG também destaca que as aeronaves com até 150 assentos serão fundamentais para a rapidez com que a indústria se recupera, o que é particularmente interessante para fabricantes de aeronaves deste tipo como a Embraer.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.

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