Sistema de Transporte Coletivo do DF entra na mira da Rede Urbanidade que quer ampliar para mais cidades

A Rede Urbanidade apresentou à Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob) diversos questionamentos sobre a proposta de concessão da prestação e exploração do Serviço Básico Rodoviário do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC) no DF, conforme consulta pública que se encerra no dia de hoje.

OS QUESITOS APRESENTADOS DIZEM RESPEITO A FREQUÊNCIA, QUALIDADE, PONTUALIDADE E EFICIÊNCIA DAS EMPRESAS QUE SERÃO RESPONSÁVEIS PELA EXPLORAÇÃO DAS LINHAS DE ÔNIBUS NO DF, A PARTIR DA NOVA LICITAÇÃO.

No documento, são solicitados esclarecimentos sobre quais estudos embasaram a proposta dessa nova licitação e sua respectiva autoria. Segundo a Rede, observou-se na proposta que o edital de 2012 foi praticamente reproduzido e tal fato não condiz com a necessidade de melhoria do serviço e de ajustes para sanar deficiências identificadas pelos usuários e pelos órgãos de controle.

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Entre outros aspectos, a Semob deve justificar a não previsão no certame de espaço para a participação da estatal Transporte Coletivo de Brasília (TCB), considerando que a ausência da empresa pode aumentar as despesas do contribuinte.

Realidade dos usuários é complicada todos os dias. Se autoridades e representantes do povo conversassem com a população, entenderiam os problemas. Iniciativa da Rede Urbanidade é elogiada por quem sofre todos os dias dependendo das poucas empresas que tem

A REDE QUER GARANTIR A CIRCULAÇÃO DE MAIS DE UMA EMPRESA NAS DIFERENTES REGIÕES DO DF, DE MODO A GARANTIR A CONCORRÊNCIA NO TRANSPORTE PÚBLICO.

Outro ponto destacado é o modelo de cobrança por tarifa técnica e a configuração de linhas muito parecidas com as existentes atualmente. Os representantes da Rede argumentam que, em estudo que embasou a proposta de concessão do metrô, se verificou a necessidade de modificação de linhas de ônibus. No entanto, isso não foi observado na nova proposta de concessão. Nesse mesmo estudo, também verificou-se que Taguatinga e Ceilândia aparecem como pólos de atração de empregos. Diante disso, os integrantes do grupo pretendem saber se foi considerada alguma alteração de linhas ou de quilômetros percorridos por se tratarem de zonas de maior interesse dos usuários do transporte.

Em relação ao pagamento da tarifa técnica, a Rede quer esclarecer se todos os acessos da integração asseguram 100% do valor. O grupo ressalta que, em outras localidades, há pagamento menor para acessos integrados, chegando até a 50% de redução, no intuito de incentivar a concorrência entre as operadoras, principalmente no deslocamento entre as cidades.

Considerando que o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) está em revisão para atualização em 2021, a Rede também questiona a Semob sobre a adoção de linhas idênticas às já existentes e pede esclarecimentos sobre a metodologia a ser utilizada para definição de similaridade das linhas.

BSB TIMES [DF Informa]

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