Dificuldade de acesso à internet no Brasil é acentuada com pandemia e aprofunda desigualdades

Tatiana de Britto

O mercado de provimento de acesso à Internet no Brasil está, na maior parte dos municípios brasileiros, restrito a poucas empresas. Em muitos casos, apenas uma operadora presta o serviço.

Com isto, uma grande parte da população está sujeita a uma série de dificuldades de acesso à serviços, informações, ensino, entre outros, acentuando as desigualdades no Brasil.

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A desigualdade de acesso à internet se tornou ainda mais evidente no atual momento. Com a pandemia da Covid-19, o Brasil, assim como outros países, precisou adotar medidas para conter o avanço do vírus. Aulas presenciais foram suspensas e entraram em cena as aulas online. Mas a adoção ensino remoto esbarrou nas dificuldades de conexão à internet de qualidade e às ferramentas tecnológicas, comprometendo o aprendizado de estudantes.

Em setembro, o Ipea lançou um estudo que mostra bem essa dificuldade de acesso à internet e os abismos de classe e cor que separam os estudantes brasileiros. Nos primeiros anos do ensino fundamental, cerca de 2,4 milhões de crianças não têm acesso à banda larga em casa; desse total, 2,32 milhões são da rede pública de ensino. Quando analisamos a população geral, esse número chega a cerca de 35 milhões de pessoas.

As particularidades e aspectos que envolvem o acesso à internet no Brasil é o foco do estudo que a Doutora em Economia pela Universidade de Brasília, Tatiana Alessio de Britto, reuniu no livro “Neutralidade de Redes – Mercado de Dois Lados, Antitruste e Regulação”. O livro será lançado virtualmente no dia 10 de dezembro.

Serviço
Lançamento virtual do livro Neutralidade de Redes – Mercado de Dois Lados, Antitruste e Regulação” e bate-papo com a autora Tatiana Alessio de Britto
Data: 10/12
Horário: 19h

Fonte: redes sociais/BrittoTatiana

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