Brasil nos trilhos: que tal uma viagem de volta ao passado? Confira as opções disponíveis no Brasil

Trens turísticos promovem volta ao passado.

Embarcar em um trem e deixar se admirar pela paisagem que passa quase sem pressa pela janela é uma daquelas experiências que devem ser vividas pelo menos uma vez na vida. E não é preciso necessariamente ir até a Europa para curtir as delícias dos passeios de trem. No Brasil, embora pouca não muitos saibam, existem linhas férreas por onde as locomotivas seguem a todo vapor.

Com um investimento pesado em rodovias a partir do plano de governo implantado por JK nos anos 50 denominado, “50 anos em 5”, o Brasil deixou um pouco de lado o modal ferroviário. Tanto que trajetos de loga distância sobre trilhos, atualmente, se resumem a apenas 3. Conforme mostramos na matéria de ontem. Mesmo assim, ainda existem trens em operação, muitos deles usados em passeios turísticos.

Listamos nessa matéria as linhas turísticas em operação no País atualmente. São opções para quem quer dar uma volta ao passado. Linhas que servem de museu vivo e contam um pouco da história dos transportes e da ferrovia no Brasil. São linhas com viagens feitas por composições, quase todas, centenárias ou mais que isso. Antigos vagões, geralmente de madeira, são puxados por locomotivas a vapor em uma autêntica ferrovia do século XIX e começo do século XX. Mas também temos trens com composições mais “modernas” com locomotivas e carros datando das décadas de 40, 50, 60 e 70.

Trem paulista Campinas à Jaguariúna

Estação Carlos Gomes em Campinas-SP

Ligando a estação de Carlos Gomes em Campinas(SP) a estação central de Jaguariúna(SP), o percurso possui cerca de 45 km. Este trem percorre um antigo trecho ferroviário que pertenceu a Companhia Mogyana de Estradas de Ferro. Nesta viagem os passageiros vão viajar em composições muito antigas, sendo que parte delas tem mais de 100 anos. Ao longo do percurso os monitores contam a história das ferrovias, do café e das tradicionais locomotivas.

O trem é operado pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), por meio de sua Regional Campinas. Esta linha está operacional com trens turísticos desde 1984.

Além do turista fazer uma viagem no tempo cortando as belas paisagens das fazendas de café, além de ver áreas de preservação, passa por pontes sobre o Rio Atibaia e Jaguari. Pode-se apreciar um dos mais ricos acervos de locomotivas preservadas no mundo. Sim, a ABPF tem o maior acervo de locomotivas a vapor preservadas do Brasil.

No pátio da estação de Carlos Gomes, em Campinas(SP), o turista irá ver, locomotivas, carros de passageiro e equipamentos ferroviários de várias épocas, gerações e modelos. Uma diversidade que é referencia no mundo inteiro. No acervo existem locomotivas raras, únicas em operação no mundo. Há representados no acervo de Campinas equipamentos de sete ferrovias diferentes.

Você pode saber mais sobre este passeio acessando o site da ABPF – Regional Campinas.

Trem das Águas no Sul de Minas

Trem das Águas – Estação de São Lourenço-MG

O Trem das Águas é um trem operado pela Regional Sul de Minas da ABPF. Localizado na cidade de São Lourenço(MG) conecta-se a cidade de Soledade de Minas(MG). O trem funciona todos os finais de semana e feriados nacionais, partindo da estação central de São Lourenço, que fica no KM 80 da ferrovia Minas & Rio, e segue então para Soledade, localizada no KM 90 da ferrovia. O trajeto total da viagem é 20 km somando ida e volta.

A Estação de São Lourenço, construída em 1925, foi totalmente recuperada. Ela conta com infraestrutura e acessibilidade necessárias para a operação.

Os viajantes podem usufruir de um trajeto de bela paisagem e muito verde. A linha segue para Soledade margeando o Rio Verde, onde além de bonitas paisagens o turista tem a oportunidade de conhecer o aeroporto de São Lourenço e a pequena estação Parada Ramon, no KM 85. É valido salientar que o trem apenas passa por esta pequena parada.

A Estação de Soledade de Minas, datada de 1884; foi inteiramente recuperada em 2015, pela ABPF, resgatando as características originais bem como oferecendo infraestrutura e acessibilidade necessárias para a operação.

Para saber mais sobre este trem e como comprar sua passagem, acesse o site do Trem das Águas.

Trem do Vinho no Rio Grande Sul

Trem do Vinho no RS

O passeio de trem da Serra Gaúcha, operada pela Giordani Turismo, acontece entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. A atração também inclui degustações de vinho, espumante e suco de uva, além de apresentações de músicas típicas dos imigrantes italianos.

O trem é tracionado por uma locomotiva a vapor de mais de 100 anos. É uma memorável atração na Serra Gaúcha, na Região Uva e Vinho. Os turistas são recepcionados na estação de Bento Gonçalves com uma deliciosa degustação de vinho e suco de uva branco. Ao soar o sino, todos embarcam no trem. Uma viagem repleta de alegria e que traduz o jeito de ser dos imigrantes italianos. São 23 quilômetros de agradável percurso com duração média de 2 horas. Durante o passeio, a festa é conduzida por atrações típicas italianas e gaúchas.

A recepção em Garibaldi acontece ao som de música gaúcha e italiana, enquanto todos degustam espumante moscatel e suco de uva tinto. Novo embarque, com destino ao final do passeio. A Giordani Turismo recepciona os turistas na cidade de Carlos Barbosa com um show de música italiana. Neste momento, todos se encontram e confraternizam embalados pela música, alguns passageiros dizem adeus, enquanto outros embarcam na viagem de retorno.

Para saber mais sobre esse trem acesse o site da Giordani Turismo.

Trem mineiro de Ouro Preto a Mariana

Composição atual parada na estação de Mariana-MG

Que tal fazer uma viagem a bordo de um trem que é fruto da revitalização de uma antiga ferrovia construída em 1883?

Pois isto é possível. Na região central de Minas Gerais, em meio à montanhas impressionantes e uma vegetação rica, o trem liga duas importantes e histórias cidades brasileiras. O trajeto sobre os trilhos entre Ouro Preto e Mariana, atualmente, é feito a bordo de uma composição dos anos 50, mas que ainda tem o charme de antigamente. A ferrovia data do final do século XIX.

Esta linha de trem turístico não é tão antigo quando as demais pro aqui citadas, mas resgata a memória e preserva parte de um antigo trecho ferroviário mineiro que pertenceu a Estrada de Ferro Central do Brasil. De 2004 a 2006, a Vale revitalizou a antiga ferrovia construída em 1883 e o trajeto conta com 18 km de extensão, entre Ouro Preto e Mariana. A Vale também foi responsável pela restauração das quatro estações do percurso. Além disso, os carros e a locomotiva também foram artesanalmente reformados, conservando as suas características originais. Assim, desde 2006, ela é operada pela Vale e funciona como uma importante atração cultural e turística entre as duas cidades.

Locomotiva a vapor fabricada pela Skoda

De 2006 à 2010 as viagens eram feitas por uma imensa locomotiva a vapor. Ela foi fabricada pela Skoda, da República Tcheca, em 1949 e se movimentava a velocidade máxima de 60 quilômetros por hora (km/h). É considerada, hoje, uma das maiores locomotivas a vapor preservadas no País. Atualmente a locomotiva, de número 201, não trabalha mais e segue exposta no pátio da estação de Mariana. Devido ao fato de na volta a Mariana a linha possuir uma rampa muito íngreme, a “velha senhora” teve dificuldades para enfrentar isso sozinha, precisando e um suporte, que na época era feito por uma locomotiva dísel elétrica. Então a Vale, operadora do trem, decidiu aposentar a locomotiva a vapor. Desde 2011 as viagens são feitas com o trem sendo tracionado pela locomotiva EMD G12, fabricada nas décadas de 50/60/70 pela General Motors, nos Estados Unidos. Locomotiva que foi largamente utilizada nas ferrovias brasileiras após o período de diselização, onde as locomotivas a vapor foram sendo substituídas por modernas locomotivas a disel e disel-elétricas.

Para saber mais sobre este trem acesse o site, Trem da Vale.

Trem mineiro de São João Del Rei a Tiradentes

Locomotiva do século XIX fabricada pela Baldwin Locomotive Works no EUA para bitola de 76cm.

Atualmente operado pela VL! Logística, este é considerado o Trem turístico mais antigo em operação no Brasil. Ele é um dos poucos no mundo, ainda, a operar em bitola de 76cm. A linha liga as duas cidades históricas mais importantes de Minas e do País. Esse passeio acontece no material rodante mais antigo em operação no Brasil. São 12 km da antiga linha da EFOM, Ferrovia Oeste de Minas, inaugurada em 1881 por D. Pedro II, entre serras, Mata Atlântica, cerrado e construções do século XIX.

O trajeto é curto, mas é uma completa viagem no tempo. Na cidade de São João Del Rei é mantido o museu ferroviário mais antigo do País, bem como em funcionamento a mais antiga oficina, com equipamentos do inicio do século XX em plena operação. Ela é usada para fins de demonstração histórica e na manutenção dos trens da ferrovia. Há uma composição preservada no museu, que foi usada por Don pedro II nessa ferrovia. O visitante ainda verá como era feito a mudança de sentido das locomotivas, por meio de um virador manual que data do começo do século XX. Equipamento que está operacional até hoje.

Mais informações sobre este trem acesse o site da VL! Logística.

Trem mineiro da Serra da Mantiqueira

Trem na estação de Passa Quatro

O trajeto segue do centro da cidade de Passa Quatro, na estação que data de 1884, até a estação Coronel Fulgêncio, já no alto da Serra da Mantiqueira e divisa com o estado de São Paulo. Ali foram filmadas as minisséries “Mad Maria” e “JK”. No meio do caminho, há também uma parada na estação Manacá, onde acontece uma feira de artesanato e quitutes locais.

O Trem da Serra da Mantiqueira é operado pela Regional Sul de Minas da ABPF na cidade de Passa Quatro. O trajeto tem um total de 20km, ida e volta.

Os viajantes irão usufruir de um trajeto de bela paisagem e muito verde. Após a partida o trem se dirige a estação Manacá, no km 30 da ferrovia, nesta estação é feita uma breve parada onde os turistas podem visitar uma feira de artesanato e guloseimas enquanto a locomotiva é preparada para subida da serra.

Partindo da estação Manacá o trem inicia a subida da serra, passando pelas corredeiras do Manacá e a ponte Estrela.

Chegando a estação Coronel Fulgêncio, no km 25, o trem realiza uma nova parada onde os passageiros podem então conhecer a exposição fotográfica de minisséries filmadas no local. Tais como Mad Maria e JK. Além de fotos de máquinas e carros recuperados pela ABPF e fotos da Revolução Constitucionalista de 1932. Também é oferecido um passeio cortesia ao Túnel ferroviário que tem naquela região e é um dos feitos da engenharia ferroviária.

Para mais informações sobre este trem acesse o site do Trem da Serra da Mantiqueira.

Trem de Guararema no Estado de São Paulo

Essa é a maior locomotiva a vapor em operação no País.

O Trem de Guararema, também, não é tão antigo. Inaugurado no dia 16 de outubro de 2015, é um trem turístico que percorre trecho de ferrovia no município de Guararema no Estado de São Paulo.

A composição e composta por três carros de madeira, fabricados na Inglaterra entre 1896 e 1937, e um carro Caboose panorâmico, fabricado em 1973. A locomotiva a vapor que traciona este trem foi fabricada em 1927. Esta locomotiva é a maior em atividade no Brasil. A viagem vai da estação central da cidade a Luís Carlos, bairro histórico cujas construções foram revitalizadas e abrigam ótimas atrações de arte e gastronomia. O percurso é feito em 2h.

Para mais informações sobre este trem acesse o site do Trem de Guararema.

Expresso Turístico na capital paulista

Expresso Turístico na magnífica Estação da Luz em São Paulo.

Na cidade de São Paulo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) oferece passeios turísticos para a Vila de Paranapiacaba, em Santo André, Mogi das Cruzes e Jundiaí. Cidades que compõe a região metropolitana e já são atendidas pelos trens metropolitanos da companhia. As viagens geralmente ocorrem nos finais de semana e partem da famosa estação da Luz, em São Paulo. Elas tem como destinos, a estação Celso Daniel em Santo André, a estação de Mogi das Cruzes e a estação central de Jundiaí.

O trajeto é percorrido com o trem sendo tracionado pelas locomotivas diesel-elétricas ALCO RS-3 (6001 e 6004) e GE U20C (3157 e 3159) da CPTM. O trem conta com pintura personalizada e trafegam a velocidade média de 40Km/h. A composição é formada por carros de passageiros de aço inox, das séries 800 e 1000, fabricados nos anos 60 pela MAFERSA sob licença da The Budd Company nos EUA. Esses carros pertenciam a extina FEPASA (Ferrovia Paulista S/A) que adquiriu muitos deles para seus trens de longo e médio percurso. cada carro tem capacidade para 88 passageiros e possuem duas classes, econômica (2ª) e executiva (1ª).

No trajeto até Mogi das Cruzes o trem conta com um vagão bicicletário com 45 posições. Este é um carro inox, também feito pela MAFERSA, mas para trens urbanos, que foi adaptado pela CPTM para este fim.

Na estação da Luz em São Paulo, os funcionários estão vestidos a caráter, e também contam histórias a respeito das ferrovias paulistas.

Para saber mais sobre este trem acesse o site da CPTM.

Estrada de Ferro Campos do Jordão no Estado de São Paulo

Estação Campos do Jordão – SP

A Estrada de Ferro Campos do Jordão foi idealizada pelos médicos sanitaristas Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho com o objetivo de facilitar aos seus pacientes um acesso mais rápido e confortável a Campos do Jordão, por esta ser uma vila no alto da Serra da Mantiqueira, com clima da montanha ideal para as pessoas tratarem-se da tuberculose.

A estrada ligaria Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a Campos do Jordão e teve sua construção iniciada oficialmente em 1910 através da Lei nº 1.221, de 28 de novembro, assinada pelo Governador do Estado de São Paulo na época, Sr. Manuel Joaquim de Albuquerque Lins. Ela foi inaugurada oficialmente em 15/11/1914.

Em 1924 toda a estrada foi eletrificada pela English Electric, e passou a operar somente com automotrizes elétricas. O que é feito até hoje.

A estrada cumpriu por vários anos os objetivos que motivaram a sua construção, proporcionando acesso aos sanatórios de Campos do Jordão e escoando a produção agrícola da serra. Em 1970, com incremento do turismo, considerando suas características e a beleza natural do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, passou a ser utilizada quase que unicamente para passeios turísticos, sendo então subordinada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Hoje é uma ferrovia de caráter turístico que levam pessoas no trecho entre Pindamoiangaba e Campos do Jordão, uma belíssima cidade histórica com arquitetura européia e frio típico europeu.

Para saber mais sobre esse trem acesse o site da EFCJ.

Trem das Termas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Estação de Piratuba – Santa Catarina

Mantido pela ABPF Regional Sul, o Trem das Termas iniciou em outubro de 2003. Este trem nasceu de uma parceria entre os municípios de Marcelino Ramos/RS, Piratuba/SC e a ABPF, que viabilizaram a vinda de locomotivas a vapor, sendo uma Belga do ano 1906 uma de locomotiva maior de 1920 além de uma locomotiva disel EMD G12 fabricada nos EUA pela General Motors e muito usada pela RFFSA. O Trem conta com duas composições para fazer o trajeto de 25 Km entre os dois municípios, transportando turistas das duas cidades.

Na estação da cidade de Piratuba existe um museu onde os visitantes podem ver itens de diversas épocas, além de material rodante de diversos paríodos.

O passeio está direcionado a turistas que estão em Piratuba. Eles se deslocam da estação de Piratuba às 13:30 h, chegando em Marcelino Ramos às 14h:45min. O trajeto margeia boa parte do Rio do Peixe e na chegada a Marcelino Ramos o trem passa por uma ponte metálica do começo do século XX sobre o Rio Uruguai. Essa ponte é a divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Há opção de se fazer um City Tur em Marcelino Ramos, visitando o Balneário de Águas Termais ou Santuário Nossa Senhora da Salette. O turista, também, pode usufruir do comércio local e a feira de artesanato na Estação Férrea de Marcelino Ramos. O retorno para Piratuba acontece às 18:00.

Aproximadamente 20.000 turistas/ano usam este produto turístico, trazendo benefícios aos municípios envolvidos, gerando emprego e renda para a população.

Para saber mais sobre este trem acesse o site Trem das Termas.

Trens de Rio Negrinho e Apiuna

Estação de Rio negrinho – SC

A estação de Rio Negrinho foi inaugurada em 1º de abril de 1913 pela então Cia. Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande quando foi aberta a linha entre Corupá e Três Barras. A partir de 1993, com a fundação da ABPF – Regional Sul, a estação passou a ser sua sede. A partir de 1995 ganhou vida nova com o Trem da Serra. A estação foi totalmente restaurada pela ABPF e hoje conta com um museu onde, além de peças antigas, o visitante pode ver o material rodante pertencente aquela regional.

O Trem da Serra foi inaugurado em 1995 e, atualmente, trafega pelos trilhos da Concessionária Rumo, na Serra do Mar entre Rio Negrinho e Rio Natal, ramal da São Francisco do Sul-SC. Esporadicamente a composição da ABPF vai para alguns municípios gaúchos do Rio Grande do Sul.

Este é inesquecível passeio de trem inicia sua jornada na Estação Ferroviária de Rio Negrinho, que está a 791 metros de altitude. A ABPF – Regional Sul tem sede em Rio Negrinho e promove a preservação ferroviária, dedicando-se a oferecer aos turistas do Brasil e exterior passeios como este.

Locomotiva a vapor Malet e locomotiva disel EMD G12

A composição de Rio Negrinho é formada por carros centenários de mandeira da E.F. Rio Grande – São Paulo e por uma locomotiva a vapor fabricada pela Malet nos Estados Unidos no começo do século XX. Este trem costuma trabalhar em tração dupla, fazendo parte da composição uma locomotiva EMD G12 fabricada nos anos 50/60 pela General Motors no EUA.

Esta regional da ABPF também opera o Trem de Apiúna em Santa Catarina. O passeio se dá no trecho reimplantado do antigo leito da extinta EFSC (Estrada de Ferro Santa Catarina), que funcionou de 1909 a 1971. Essa ferrovia teve sua construção iniciada com capital e tecnologia alemã, vindo a ser a única no Brasil construída pelos alemães.

Trem de Apiúna.

O trajeto passa-se por um túnel de 70 metros de extensão, uma ponte em arco romântico, bueiros, além de uma passagem superior. Construídos em granito rosa, pedra símbolo da região de Subida. O trem possuí carros centenários de madeira tracionados por uma locomotiva a vapor fabricada no começo do século XX pela Baldwin Locomotive Works Philadelfia, nos Estados Unidos.

Além das obras de arte, podem ser vistas das janelas dos vagões as belezas naturais da região como a mata atlântica, paredões de pedra e as corredeiras do Rio Itajaí Açu, onde é realizada a prática de rafting. No trecho final do passeio adentra-se na Usina Hidrelétrica de Salto Pilão. Onde pode-se ver parte do complexo energético.

Um belíssimo passeio com inúmeras atrações, a bordo de um trem tracionado por uma autêntica locomotiva à vapor de 1920, fabricada nos EUA, que explora seus sentidos e leva você de volta ao tempo pelos trilhos da EFSC.

Para saber mais sobre estes trens acesse o site da ABPF.

Então, se deseja fazer uma viagem de volta ao passado, estas são as opções em operação no Brasil atualmente.

Há outros projetos já em fase de implantação, como o Trem Turístico Goiano, que já abordamos em uma matéria aqui. O Expresso Rio Minas ligando a zona da mata mineira ao interior do estado do Rio de Janeiro. E o Trem Turístico de Cruzeiro, em São Paulo. Há em desenvolvimento, nas fases de estudo de viabilidade, diversos outros projetos de trens pelo País. Um dos mais aguardados para entrar na fase de implementação é a volta do Trem dos Romeiros ligando São Paulo, capital, a cidade-santuário de Aparecida do Norte. Trem, este, que já funcionou no passado.

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