Obras e Saúde, ascensão e queda de governadores no DF

Jornalista Hélio Rosa, editor-chefe do BSB TIMES, é especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades | Foto: Redes Sociais

Bastidores utilizam pesquisas internas e constatam que obras levantam, mas saúde derruba

Um percentual médio de 22% para governador não é um resultado satisfatório para uma eleição no Distrito Federal. Foi assim com todos os governadores que disputaram reeleição nas urnas anteriores, alguns subiram com obras e outros caíram na saúde.

Mesmo o “queridíssimo” Roriz que construiu as maiores obras de transformação social e possuía entrada nas Classes E e F – maioria naquela época de 2.002 – quase perdeu pro Magella (PT).

Em 2.006, o engenheiro Arruda iniciou sua carreira na majoritária e quase não tinha entrada nas classes mais populares, falou o que o povo queria ouvir e bateu o recorde no DF ganhando no primeiro turno, coisa que não acontece mais.

O sofrimento faz o voto de protesto, assim foi com o Agnelo e Rollemberg, ambos deixaram o povo à míngua na saúde, foram para reeleição com a média de 22% e perderam.

As obras sempre aumentaram pontos na popularidade de um governador, mas às vezes pode acelerar a queda, foi assim com Arruda, o homem que tinha mais de 2.000 canteiros de obras.

É importante lembrar que para aumentar o IDH (índice de desenvolvimento humano), além de se oferecer infraestrutura e saneamento básico, tem que cuidar do ser humano.

A pessoa sem atendimento básico na saúde, desempregada e sem moradia se revolta e, na eleição mais próxima, o voto de protesto pode ir para qualquer um que se apresentar como salvador da pátria.

Helio Rosa para o BSB TIMES

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