Startup dos EUA quer realizar 1º transplante de porcos para humanos em 2021

Segundo diretor científico da United Therapeutics, empresa conseguiu realizar mutações genéticas nos animais que evitam rejeição dos órgãos transplantados

Cultivo de rins humanos em porcos para transplante já é possível | Super

A United Therapeutics, startup norte-americana de biotecnologia, está planejando começar a transplantar órgãos de porcos geneticamente modificados para humanos ainda este ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (5) por David Ayares, diretor científico da Revivicor, subsidiária da empresa, em entrevista exclusiva ao site Future Human.

A United Therapeutics, startup norte-americana de biotecnologia, está planejando começar a transplantar órgãos de porcos geneticamente modificados para humanos ainda este ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (5) por David Ayares, diretor científico da Revivicor, subsidiária da empresa, em entrevista exclusiva ao site Future Human.

“Estamos bem nesse ponto. Estamos tentando chegar em humanos dentro de um ou dois anos”, afirmou Ayares à publicação. “Achamos que temos o porco que será o que levaremos aos humanos em 2021 ou 2022.”

Por décadas, cientistas de todo o mundo têm tentado desenvolver técnicas que permitam o transplante de órgãos de outras espécies para humanos, um processo conhecido como xenotransplante. O problema é que os órgãos de outros animais desencadeiam reações imunológicas imediatas e graves quando inseridos nas pessoas, inviabilizando esse tipo de procedimento.

Desde 2003 os pesquisadores da Revivicor têm estudado maneiras de evitar a rejeição dos órgãos transplantados, analisando as causas do fenômeno e tentando evitá-las. Recentemente, como explicou Ayares, os especialistas da empresa conseguiram realizar uma alteração genética nos porcos, impedindo nos animais a produção de um açúcar conhecido como alfa-gal, que causa a rejeição.

Os cientistas esperam que os órgãos possam durar pelo resto da vida do indivíduo recipiente. No entanto, o diretor científico da Revivicor explica que a ideia também é realizar xenotransplantes para manter os pacientes vivos até que um órgão humano saudável esteja disponível. “Nosso objetivo final é essencialmente ter um suprimento ilimitado de órgãos”, observou Ayares.

FONTE: REVISTA GALILEU

Rogério Cirino de Sá Ribeiro, goiano, 51 anos, casado, três filhos. Bacharel em Administração de Empresas pela UNIPLAC. Licenciado em História pela UPIS e MBA em Gestão de Projetos pela ESAD. Empresário do audiovisual desde 2012.

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