Fertilidade de homens pode ser afetada por Covid-19

Em estudo na Alemanha, pacientes com Covid-19 tiveram um aumento de mais de 100% nos marcadores de inflamação e estresse oxidativo nas células espermáticas.

Temperatura muito alta prejudica a produção de espermatozóides (Foto: Flickr/Zappys Technology Solutions/Creative Commons)

A revista científica Reproduction sugere que a Covid-19 pode afetar o esperma e reduzir a fertilidade masculina. A pesquisa indica que a infecção pelo novo coronavírus pode intensificar a morte de espermatozoides, além da inflamação e do estresse oxidativo.

A primeira evidência experimental direta de que o sistema reprodutor masculino pode ser afetado e danificado pelo Sars-CoV-2 e sugerem que a função reprodutiva dos homens deve ser avaliada após a infecção para detectar e evitar mais problemas de fertilidade.

O estudante de doutorado e pesquisador Behzad Hajizadeh Maleki e sua equipe da Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, investigaram o efeito da Covid-19 na fertilidade dos homens avaliando marcadores de inflamação, estresse oxidativo, morte de espermatozoides e qualidade do sêmen. Ao longo de 60 dias, 84 homens infectados pelo novo coronavírus e 105 voluntários saudáveis foram examinados a cada 10 dias.

Um especialista em urologia determinou que todos os homens eram férteis. Aqueles que estavam com a Covid-19 tiveram um aumento de mais de 100% nos marcadores de inflamação e estresse oxidativo nas células espermáticas em comparação aos que não haviam sido contaminados. As vias que facilitam a morte das células espermáticas foram ativadas e a concentração de espermatozoides foi reduzida em 516%, a mobilidade em 209% e a forma da célula do esperma foi alterada em 400%.

“Esses efeitos nas células espermáticas estão associados a uma qualidade inferior do esperma e ao potencial de fertilidade reduzido. Embora esses efeitos tendam a melhorar ao longo do tempo, eles permaneceram significativa e anormalmente mais altos nos pacientes com a Covid-19, e a magnitude dessas mudanças também foi relacionada à gravidade da doença ”, comenta Maleki, em nota.

FONTE: REVISTA GALILEU

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