164 anos de conexão com o além

5 curiosidades sobre o ‘Livro dos Espíritos’ Elaborada por Allan Kardec, a obra precursora do Espiritismo prometia responder centenas de perguntas sobre a vida após a morte.

Organizada e publicada por Allan Kardec, a obra foi uma das grandes responsáveis pelo surgimento e pela difusão do Espiritismo no mundo, em uma época na qual as pessoas tinham uma verdadeira atração pelo sobrenatural.

Lançado há exatos 164 anos, no dia 18 de abril de 1857, o Livro dos Espíritos é uma das mais renomadas produções da litaratura religiosa. Foi através dele que Kardec tentou explicar princípios da imortalidade da alma, das Leis Morais, e da vida presente.

Confira cinco fatos curiosos sobre o Livro dos Espíritos:

1. Paris mística

Salão parisiense com as mesas girantes / Crédito: Wikimedia Commons

Em plena Era Vitoriana, conforme a Revolução Industrial avançava pela Europa, as chamadas ‘mesas flutuantes’ eram um verdadeiro fascínio dos franceses. Naquela época, a busca pelo sobrenatural era algo comum entre a aristocracia de Paris.

Durante curiosos rituais espirituais, médiuns se posicionavam em torno de mesas redondas e, de mãos dadas, recebiam mensagens vindas direto das almas do além. Foi em uma dessas sessões que nasceu o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.


2. Curiosidade científica

Sessão espirita conduzida por John Beattie, na Inglaterra, em 1872 / Crédito: Wikimedia Commons

Nascido em Lyon, na França, o professor de ciências Hippolyte Léon Denizard Rivail sempre quis saber a verdade por trás dos rituais místicos que aconteciam na calada da noite. Então, em maio de 1855, ele participou de uma sessão espiritual.

Na ocasião, Rivail surpreendeu-se ao ver que, bem na frente de seus olhos, a mesa de jantar da Senhora Plainemaison girava e batia no chão “em condições que não deixam margem a qualquer dúvida”. Começava ali um grande experimento científico.


3. Heranças do além

Imagem meramente ilustrativa de idoso lendo / Crédito: Divulgação/Pixabay

Em abril de 1856, no entanto, Hippolyte Léon recebeu uma mensagem inesperada. Através da médium responsável pela sessão, um espírito instruiu o professor a reunir e publicar tudo aquilo que ele havia aprendido nas mesas flutuantes.

Dessa forma, ele passou a frequentar cada uma das sessões semanais da família Baudin, cujas médiuns eram as irmãs Julie e Caroline, de 14 e 16 anos, respectivamente. Foram elas, inclusive, as responsáveis por revelar e psicografar as mensagens dos espíritos.


4. Nome ancestral

Hippolyte Léon Denizard Rivail, o famoso Allan Kardec / Crédito: Wikimedia Commons

No final, Rivail ficou com o longo e crucial trabalho de traduzir, resumir e reunir todos os ensinamentos que as meninas lhe passavam durante as sessões. Dividido em quatro partes e mais de 20 capítulos, o Livro dos Espíritos estava ganhando forma.

O problema é que, apesar de definido o título da obra, Rivail ainda não sabia como assiná-la. Assim, ele recorreu aos espíritos e, durante uma das muitas mesas, uma entidade afirmou que o professor deveria chamar-se Allan Kardec, nome que teve em uma vida passada, quando viveu como um sacerdote druida.


5. Grandes promessas

Imagem meramente ilustrativa do Livro dos Espíritos / Crédito: Divulgação/Pixabay

Em sua primeira edição, lançada em 18 abril de 1857, então, o Livro dos Espíritos prometia responder 501 perguntas sobre o universo paranormal. Mais tarde, revisada por Kardec e pela médium Ruth Japhet, a segunda edição da obra trazia respostas para 1.019 perguntas existenciais sobre a vida e o sobrenatural.

Revolucionário, o Livro dos Espíritos se propôs a explicar o além de uma forma nunca antes vista pela literatura religiosa da época e, por isso, criou os pilares para a formação de uma nova religião: o Espiritismo. No fim, reconhecido pela obra inovadora, Allan Kardec passou a ser reconhecido pelos liegos como o Pai do Espiritismo, mas o termo correto seri o Consolidador do Espiritismo Kardeciano.

O Espiritismo já existia o trabalho de Kardek foi de classificar e agrupar mensagens de mediuns, a principio na França e depois em outros paises. O veiculo utilizado  era a a Revista Espírita, vendida em bancas de Paris

Fonte: Aventuras na história

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