Sputnik: russos permitem compra de doses por consórcio liderado por DF

A medida pode tornar possível a aquisição de 28 milhões de doses do imunizante para 6 estados e o DF

Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC) informou, nesta quinta-feira (22/4), que o Fundo Soberano Russo (RDIF) autorizou a possível aquisição de 28 milhões de doses da vacina Sputnik V para grupo formado por seis estados e o Distrito Federal. A compra ainda depende do registro emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O comunicado ocorreu durante reunião extraordinária do Conselho de Administração do Consorcio Brasil, realizada no início da tarde, quando foi apresentado o quantitativo de vacinas para o coletivo de governadores presidido por Ibaneis Rocha (MDB-DF). A intenção de compra foi revelada pelo Metrópoles.

No encontro virtual, unidades da Federação concordaram em fazer o repasse integral ao Programa Nacional de Imunização (PNI), de acordo com o pedido do Ministério da Saúde, desde que remunerados fundo a fundo ou indenizados no aumento proporcional das cotas que lhe cabem das vacinas que estão sendo entregues pela União.

“Essa será uma decisão dos governadores”, explicou o vice-governador do DF, Paco Brito (Avante), secretário-executivo do BrC.

De acordo com Paco, o contrato já foi finalizado e deve chegar nas próximas horas em Brasília. O Fundo Soberano Russo também adiantou os quantitativos mensais que serão disponibilizados para o Brasil Central, incluindo os lotes com as doses destinadas para cada unidade da Federação participante. O consórcio é formado por Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito federal, Tocantins, Maranhão e Rondônia.

O quantitativo global da compra, bem como as cotas e o formato da distribuição para cada um dos consorciados são informações que constam no Acordo de Confidencialidade. “Estamos bem avançados para concretizar a compra”, garantiu o vice-governador ao lembrar que a compra ainda está condicionada à liberação do registro da vacina pela Anvisa.

Liberação

Segundo Paco Britto, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) vai entrar com uma medida judicial para que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a importação excepcional e temporária da Sputnik V, concedida ao estado do Maranhão, seja estendida também ao Consórcio Brasil Central.

Paco Britto já esteve com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alinhando o possível formato que seria adotado para distribuição e aplicação das vacinas para as 7 Unidades da Federação que integram o Consórcio. Ainda está sendo analisado, segundo ele, o modelo junto ao PNI.

“Nossa intenção é distribuir 4 milhões de doses para cada consorciado,” adianta. São necessárias duas doses do imunizante em cada pessoa para o efeito completo. Com isso, serão dois milhões de cidadãos de cada unidade federativa que poderá receber a vacina russa, caso o acordo seja concretizado.

Participaram da reunião, os secretários de estado com assento no Conselho, Jaime Verruck e Jader Rieffe (MS), José Eduardo Pereira (DF), Jaílson Viana (RO), Sandro Armando (TO), Luíz Rodolfo (MA), Basílio Bezerra (MT), além dos diretores do Consórcio.

Caio Barbieri, Metrópoles

Helio Rosa, planaltinense, 50 anos, casado, pai de três filhos, graduado em ciências naturais e gestão pública. Jornalista e especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades. Fez Agenda 21 e Coleta Seletiva. Foi Conselheiro do CONAM-DF e do CBH-Paranaiba. Está como Presidente do Conselho de Desenvolvimento Nacional - CDN. Ministra cursos de empreendedorismo, terceiro setor, trabalho remoto, economias circular, criativa e compartilhada.

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