Rock in Rio adiado para 2022

A nona edição do Rock in Rio, que aconteceria em 2021, foi adiada para setembro de 2022 por causa da pandemia do Covid-19, anunciou a organização do evento em março deste ano.

O festival está marcado para setembro de 2022 na Cidade do Rock, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Roberto Medina, presidente e criador do Rock in Rio, diz que já estão sendo feitas negociações com as atrações.

O Rock in Rio também anunciou o adiamento de sua edição em Lisboa. Agora, o festival em Portugal vai acontecer em junho de 2022.

“As mudanças foram baseadas nas indefinições do cenário mundial da pandemia de Covid-19 e no fato de que a esta altura do ano, a organização do evento já estaria entrando tanto no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, quanto no Parque Bela Vista, em Lisboa, para dar início às montagens do evento”, diz comunicado do Rock in Rio à imprensa.

Fonte e foto: G1.globo.com

Enquanto aguardamos para mais uma edição desse evento tão esperado, conheçam Márcio Miranda e sua história com o Rock in Rio.

Márcio Miranda, bancário, residente no Rio de Janeiro, é uma pessoa que pode se dizer ser uma “Lenda do Rock in Rio”, pois incrivelmente participou de todas as edições do evento!  Gentilmente me concedeu esta entrevista que você, caro leitor, vai poder ter uma boa noção de como é a sensação de participar de um dos maiores eventos da música no mundo, que é o Rock in Rio! E ainda falar sobre acessibilidade, pois Márcio é portador de deficiência física.

Marcio Miranda, um roqueiro raiz.

1- Qual a sensação de saber que você foi a todas as edições do Rock in Rio?

    A sensação é sempre muito legal, mas cada edição é bem diferente, cada uma tem uma energia diferente.

2- Quantos anos tinha na primeira edição em 1985 e quantos anos tem hoje?

Em 1985 eu tinha 15 anos, hoje estou com 51 anos.

3- Da primeira até a última edição, o que você destacou de melhorias na organização do evento?

   Bem, nem se compara a de 1985, era uma coisa tipo Woodstock, lembro de uma coisa bem campal, muita lama, no dia que fui, choveu muito. Atualmente, tem uma mega organização, tem uma estrutura bem melhor. Eu destaco a estrutura moderna mesmo.

4- Qual a sua opinião sobre a acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência como você?

    O número de pessoas com deficiência tem sido maior a cada edição, com isso, a estrutura não tem acompanhado, eu mesmo na última, tive problemas para chegar e ficar no lugar destinado aos deficientes, além disso, as atrações são agendadas, com isso perdemos tempo, deveria ser como era antes, fila para deficiente, quando se agenda é sempre para um horário muito tarde e o evento já está cheio, mas nem tudo é só reclamação, tem uma coisa boa, agora eles permitem que a gente vá de carro, tem estacionamento.

5- Qual a sua opinião sobre atrações que não condizem com a essência do evento? Você acha que há espaço para todos?

   Eu não concordo com muitas atrações, realmente perde a essência de ROCK, mas por outro lado, eu entendo que o festival é totalmente comercial, e com isso, atrai marcas que injetam dinheiro e tem um público grande que vão assistir essas atrações, e é claro que com isso tem espaço para todos (desde que não acabem com o dia do metal (risos).

6- Você concorda que essas atrações que não são de Rock, é só para atrair público mais jovens?

    Eu acho que atrai não só o público jovem, mas todas as faixas de idade, o Brasil tem essa cara eclética.

7- Quais bandas gostaria de ver no evento, que não viu ainda?

    Nossa! Acho que vi muitas bandas, mas a que gosto muito e ouço bem agora, é a Amon Amarth. Uma banda muito boa, gostaria de assistir um show deles.

8- E quais foram as bandas que você viu que se sentiu realizado em ver?

    AC/DC, IRON MAIDEN, MOTORHEAD, METALLICA.

9- Você se considera um metaleiro raiz? Por quê?

     Não gosto do termo metaleiro, sou um roqueiro como era chamado antigamente, com isso sim, me considero um roqueiro raiz.

10- Que conselho você daria para aqueles que vão ao Rock in Rio pela primeira vez?

    Chegue cedo e curta cada atração, cada banda, porque é uma viagem, e como toda viagem acaba é melhor aproveitar, pois é um evento muito peculiar, pelo nome e pelas emoções que ele proporciona.

Fotos da edição de 2011.

Por Patrícia Sárib para o BSB TIMES.

Fotos autorizadas pelo entrevistado.

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