Morte de Paulo Gustavo faz distritais lembrarem que vítimas “não são só números”

Em meio ao debate sobre as vítimas da pandemia, o o deputado João Cardoso (Avante) voltu a cobrar prioridade para a vacinação dos rodoviários

A morte do ator Paulo Gustavo, aos 42 anos de idade, em consequência da Covid-19, fez com que deputados distritais destacassem o impacto das perdas durante a pandemia. Na sessão remota da Câmara Legislativa desta quarta-feira (5), parlamentares ratificaram a necessidade de lembrar das vítimas como seres humanos e não apenas um número.

Para Leandro Grass (Rede), a naturalização dos dados diminui a percepção sobre a conjuntura atual. “Não podemos esquecer de cada um que partiu”, declarou. Por sua vez, a deputada Arlete Sampaio (PT) manifestou tristeza e criticou a omissão do governo para diminuir os efeitos da crise sanitária.

Grass (Rede) acrescentou ser importante não perder o senso de realidade: “Dentro da rotina não devemos abandonar a conexão com o real para percebermos o custo humano da situação”. Mencionando números que refletem as circunstâncias de várias unidades de saúde no Distrito Federal, ele reivindicou a abertura de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a gestão da saúde pelo GDF durante a pandemia. “Se há medo de questionamentos, é porque não estão preparados para a democracia”, avaliou.

Já Arlete Sampaio mostrou preocupação com as estatísticas que apontam crescimento da transmissão da Covid-19 no Distrito Federal. “E o governador, mais uma vez, abriu tudo, pra ter de fechar mais adiante”, ponderou. A deputada disse ainda, citando o ator Paulo Gustavo, que mortes pela infecção poderiam ser evitadas caso o governo brasileiro viesse adquirindo doses de imunizantes desde o ano passado. “A vacina é fundamental. E a melhor delas é a que temos acesso”, incentivou a distrital.

Enquanto o deputado João Cardoso (Avante) relatou visita que fez, na madrugada, aos  rodoviários em Sobradinho e Planaltina. “Há informações de cidades que já começaram a imunização de motoristas e cobradores de ônibus, bem como de metroviários”, afirmou, solicitando, que as categorias locais sejam priorizadas na vacinação. “Enquanto isso não ocorre, pois não há doses suficientes contra o coronavírus, que eles sejam colocados nas prioridades para receber a vacina de gripe”, sugeriu.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

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