Protestos contra o governo em Brasília têm pouca adesão e aglomerações

Em São Paulo, os manifestantes tomaram a Avenida Paulista. Em outras cidades, a adesão não foi tão intensa e viraram alvo de ironia nas redes sociais

Por Hélio Rosa

Os atos foram convocados pelos partidos de esquerda (PT, PSOL, REDE…) e centrais sindicais, inimigos declarados do governo Bolsonaro. Empunhando as clássicas bandeiras vermelhas e gritando palavras de ordem contra o presidente manifestantes se reuniram em diversas cidades do país.

Em São Paulo, berço das centrais sindicais e do Partido dos Trabalhadores, o movimento conseguiu reunir mais simpatizantes, chegando a interromper o fluxo na Avenida Paulista.

Por outras capitais a adesão foi mais baixa e não se viram tantos manifestantes. No Recife e em Belo Horizonte houve confronto e a polícia militar teve de intervir.

Na capital goiana pouco mais de mil manifestantes foram às ruas, como noticiou o site Mais Goiás em seu perfil no Instagram.

Aglomeração

Por mais que os organizadores tenham tentado dar a entender que as medidas de segurança sanitárias foram respeitadas, o que se viu foram pessoas aglomeradas, sem manter a distância recomendada.

Isso não seria estranho se não fosse o fato de que estes mesmos partidos e organizações criticarem constantemente o presidente da república por, a princípio, ‘desrespeitar’ as medidas de segurança sanitária que eles mesmos infringiram neste sábado.

Ironia nas redes sociais

Em Brasília, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República e seguiram em passeata até a Praça dos Três Poderes. O baixo número de pessoas no ato fez com que muitos internautas ironizassem os manifestantes.

Uma postagem compartilhada em perfis de direita mostra um manifestante com um cartaz pedindo ‘liberdade’ para as universidades, onde se lê a palavra ‘univercidade’ escrita com um primário erro de ortografia.

Em outra postagem, a Deputada Federal Carla Zambelli ironiza as manifestações em foto que mostra poucas pessoas e a frase ‘20 milhões segundo o Data Folha’.

A Deputada Distrital Júlia Lucy comparou os atos pró e a favor do governo, indagando que ambos os lados não teriam interesse real na saúde da população.

A Deputada Federal pelo DF, Bia Kicis, também não deixou por menos e ironizou os atos:

Veja mais postagens:

Helio Rosa, planaltinense, 50 anos, casado, pai de três filhos, graduado em ciências naturais e gestão pública. Jornalista e especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades. Fez Agenda 21 e Coleta Seletiva. Foi Conselheiro do CONAM-DF e do CBH-Paranaiba. Está como Presidente do Conselho de Desenvolvimento Nacional - CDN. Ministra cursos de empreendedorismo, terceiro setor, trabalho remoto, economias circular, criativa e compartilhada.

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