Com Leila em chapa separada, Reguffe pode ter vantagem no segundo turno para o GDF

Se a senadora permanecer no PSB tudo indica que deverá ser candidata ao Buriti, com Reguffe encabeçando uma outra aliança de centro pelo Podemos

Por Hélio Rosa

O tabuleiro eleitoral está ficando mais nebuloso, mas ainda depende muito da próxima jogada dos enxadristas.

Em um cenário com Leila Barros (PSB) e Flávia Arruda (PL) ou Ibaneis nos extremos do espectro esquerda-direita, o senador Reguffe (Podemos) irá navegar livre, leve e solto por um oceano azul*. Além de ter os votos do centro, o senador não leva a pecha de “homem de esquerda”, o que faz com que tenha vantagem entre os eleitores das classes média e média-alta que se inclinam para a e centro-direita, e vêem nele uma figura ligada ao combate à corrupção.

Nas classes C, D e E, nomes como do governador Ibaneis (MDB) e da ministra Flávia Arruda têm fácil acesso. Mas na classe média, Reguffe tem maioria, porém com Leila em sua chapa poderia sofrer com a rejeição de ser ver ligado diretamente à esquerda.

Ambos foram eleitos na toada da “nova política”, mas agora o cenário é outro, e Brasília, no geral, não aceita muito o lulopetismo. Com isso, uma terceira via nacional parece ser muito bem vinda pelo eleitorado.

O tempo e as pesquisas ainda confirmarão, mas assim Reguffe possivelmente chega ao segundo turno com apoio de uma terceira via indo da centro-esquerda à centro-direita e “herdando” os votos mais à esquerda que devem se afunilar no primeiro turno sob o nome de Leila.

Em Brasília, essa linha esquerda-direita ainda é correspondente muito à divisão de classes. Onde a classe mais alta e média tendem para a esquerda e do outro lado as classes mais empobrecidas para a direita. Isso nos leva a um cenário curioso, mas já conhecido no DF, um segundo turno com uma polarização ao estilo da que houve no passado entre “Cristovam e Roriz”. Só que a balança hoje pende para o lado mais abastado.

Partidos como o Rede, o Cidadania, o PV e uma corrente do PDT acompanham o senador Reguffe (Podemos) e, provavelmente o PROS, se a deputada Paula Belmonte se definir ao Senado pelo partido; Se vier ao GDF o cenário é outro.

Essa aliança é ainda mais provável caso se concretize a candidatura (e a necessidade de se criar um palanque) do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que certamente abocanhará boa parte dos eleitores de Bolsonaro no DF. Já para Leila, fica difícil a vida permanecendo no PSB de Rollemberg, pois a única aliança que lhe sobra é com o lulopetismo.

De certo xadrez é jogado, e estão jogando.

*Oceano Azul é um termo do Marketing o qual se refere a uma situação onde um determinado empreendimento “acha” um nicho de mercado onde há muita demanda e nenhuma concorrência, sendo assim ele pode vender seu produto em larga escala, abocanhando toda a demanda.

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