A região administrativa do Itapoã está como terra de ninguém

Administrador mora no Park Way com muita diferença social com o Itapoã

Regiões administrativas como o Itapoã, Paranoá e Planaltina têm características semelhantes nos bairros de periferia.

Enquanto o Paranoá não trocou nenhuma vez o administrador regional, Planaltina trocou duas e o Itapoã já está no quarto e pelo jeito já vai pra quinta, pois ainda não houve identificação social, exatamente pelo atual gestor não morar na cidade.

Paranoá e Planaltina possuem seus administradores que moram na cidade, já o Itapoã, segundo a comunidade, parece “filha sem mãe”, onde se força uma adoção por estrangeiros que tem outra cultura e outra visão, além de não conhecer os hábitos peculiares da cidade, em quase um ano ainda não construiu relacionamentos. Se perguntarem qual o nome do administrador do Itapoã, dificilmente alguém acertaria.

Em ano pré-eleitoral é importante uma cidade possuir um administrador que seja da sociedade civil, conheça a fundo os reais problemas e os anseios da comunidade, até para que possa fortalecer o elo com a população, base política do padrinho.

Com tantas “pratas da casa” que sabem as demandas locais, que entendem as dificuldades do povo e quais políticas públicas adotar, por que manter alguém que mora numa outra cidade, ainda por cima de uma classe média para administrar uma classe popular, as óticas e as vivências são bem diferentes, difícil de se construir uma empatia.

Helio Rosa, planaltinense, 50 anos, casado, pai de três filhos, graduado em ciências naturais e gestão pública. Jornalista e especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades. Fez Agenda 21 e Coleta Seletiva. Foi Conselheiro do CONAM-DF e do CBH-Paranaiba. Está como Presidente do Conselho de Desenvolvimento Nacional - CDN. Ministra cursos de empreendedorismo, terceiro setor, trabalho remoto, economias circular, criativa e compartilhada.

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