Entenda o significado dos tradicionais tapetes do feriado de Corpus Christi

A prática consiste na confecção de representações de cenas bíblicas, objetos devocionais ou simples temas ornamentais. Na Igreja Cristo Rei, em Fortaleza, tapetes deste ano têm como tema o “Ano Inaciano”, em alusão aos 500 anos da conversão de Santo Inácio de Loyola

Neste ano, os fiéis podem visitar presencialmente os tradicionais tapetes de Corpus Christi, feitos pela Paróquia Cristo Rei, no bairro Aldeota. De quinta-feira, 3, até o domingo, 6, a visitação estará aberta. A tradição católica começou na Europa e foi trazida para o Brasil no século passado. De acordo com o padre Acrízio Sales, da Paróquia Cristo Rei, o simbolismo dos tapetes estendidos é uma representação da grandeza de Cristo para os fiéis.

De acordo com o pároco, um dos primeiros estados brasileiros a aderir a confecção dos tapetes foi Minas Gerais. “Ao longo da história, inclusive quando Jesus entrou em Jerusalém, perto da sua paixão, as pessoas estenderam tapetes com ninhos de ramos para ele passar”, explica o padre Acrízio, fazendo um paralelo com o simbolismo do uso do tapete estendido nas grandes celebrações em nossa sociedade. Os tapetes de Corpus Christi podem ser estendidos tanto na rua, no caminho da procissão, quanto na igreja.

A prática consiste na confecção de representações de cenas bíblicas, objetos devocionais ou simples temas ornamentais sobre as ruas em que a procissão da Eucaristia passará. Os mais comuns são desenhos que fazem alusão à figura de Cristo, ao pão e ao cálice. O padre Acrízio explica que a cada ano os tapetes possuem um tema. Em 2021, o tema é “Ano Inaciano”, em alusão ao evento mundial que, no âmbito da Companhia de Jesus, comemora os 500 anos da conversão de Santo Inácio de Loyola.

Este ano, 30 pessoas participaram da produção dos tapetes, que começaram a ser confeccionados 10 dias antes, desde a estruturação até a finalização. As pessoas trabalhavam na paróquia em grupos de três, em um sistema de rodízio, obedecendo os protocolos de segurança e higiene que demandam a pandemia.

Fonte: O Povo

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