‘A CPI não trará efeito algum’, diz Arthur Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 não terá “efeito algum”

O deputado federal também disse que a condução do governo federal durante a pandemia não é motivo para instaurar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mesmo com as mais de 500 mil mortes no Brasil. As declarações foram feitas em entrevista publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira (22).

Segundo ele, a CPI está sendo utilizada de forma a reforçar a divisão política do Brasil. “A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa”. Lira também criticou a condução dos trabalhos na CPI. “Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo?”, questionou.

Arthur Lira disse que, no momento, não há razões ainda para o impeachment. “Falta circunstância. Falta um conjunto de coisas. Enquanto a economia tiver em crescimento… Veja bem, não estou faltando com respeito a nenhuma vítima. 499 mil, 501 mil, são todas significativas como uma vida. Pelo amor de Deus! O que estou dizendo é que o impeachment não é feito só disso”, explicou, acrescentando que a posição dele no processo, devido ao cargo que ocupa, é de neutralidade.

Para o presidente da Câmara, não houve falha do governo durante as negociações com a Pfizer. “Do dia em que a Pfizer propôs ao dia em que o governo fez (o contrato), se não errei as contas, alteraria em três milhões de doses (a mais). É muita dose. Ajudaria muita gente. Mas resolveria o problema da pandemia?”, declarou. Lira também relembra que na época que as negociações começaram, o imunizante ainda não tinha autorização da Anvisa para uso no Brasil.

Sobre as eleições para presidente no ano que vem, o parlamentar apontou, na opinião dele, não haver espaço para uma terceira via. “Não tem condição. No Brasil, nunca houve isso. Ao menos depois da volta do voto para presidente. Foi Collor e Lula (em 1989), depois anos de Lula contra o PSDB e a Dilma também (contra o PSDB). E, em 2018, o Bolsonaro substitui o PSDB na disputa com o PT. O PT está sempre lá. Por que não estaria nessa?”

Arthur Lira ainda relatou que as prioridades no comando da Câmara são a votação das reformas, a administrativa e a tributária. Segundo ele, a reforma administrativa deve ser votada neste ano, mas prometeu que a mudança não vai afetar a vida dos servidores públicos. “Não vai mexer em um centímetro de direito adquirido, tenho dito isso. Não vamos permitir nada da promulgação para trás. Agora, da promulgação para a frente, é nossa obrigação fazer um Estado mais ágil, mais moderno”, argumentou.

Diário de Pernambuco

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