Marco Aurélio se despede do STF após 31 anos em sessão virtual e elogia Aras e Mendonça

Em função da pandemia, decano participa da sua última sessão plenária da sua casa em Brasília

Em função da pandemia, o decano do STF, ministro Marco Aurélio Mello, participou nesta quinta-feira (1º) apenas virtualmente da sessão da sua despedida da Suprema Corte. O ministro completou 31 como ministro do STF há poucas semanas.

Defensor dos ritos do tribunal, o decano justificou a ausência ao prédio ao R7 Planalto pela coerência com as práticas durante a pandemia.

“Tenho feito as sessões juridicionais por videoconferência. Logo não comparecerei o que seria a sessão de despedida, de homenagem, ao próprio prédio do tribunal. Ficaria meio incongruente. De qualquer forma vamos participar por videconferência seguindo, portanto, a última prática”.

A sessão plenária de ontem aconteceu pela manhã, o que é pouco comum no STF, e trata-se de sessão administrativa sem julgamentos. O encontro entre os 11 ministros fez um balanço e marcou o encerramento do primeiro semestre de 2021, antes do início das férias do Judiciário em julho.

“Tenho o privilégio de render tributo a um amigo, colega e a um brasileiro que sintetiza acima de tudo a vocação para o serviço público, em defesa do Direito, da Constituição e da democracia”, disse Dias Toffoli, representando os demais ministros da Corte.

Toffoli lembrou julgamentos importantes relatados pelo decano, como da legalidade da interrupção da gravidez para fetos anencéfalos e enumerou as três vezes em que ele ocupou a presidência da Suprema Corte e quando ocupou a presidência da República.

Marco Aurélio lembrou a própria trajetória: “Completo hoje de serviço público 55 anos, três meses e um dia. Estava talhado para fazer a faculdade de engenharia, mas há o destino.”

O decano disse ainda que o atual advogado-geral da União, André Mendonça, tem sua torcida para substituí-lo. “Recebi palavras muito amáveis do doutor André Mendonça, que tem a minha torcida para substituir-me no Supremo”, disse o Marco Aurélio.

Em relação ao procurador-geral da República, Augusto Aras, também apontado como nome para a sua cadeira, Mello disse: ” O que disse em relação a André falo em relação a Aras: seria uma honra vê-lo ocupando a cadeira do Supremo”, afirmou.

Apesar de Marco Aurélio não estar presencialmente no plenário do STF, o presidente do STF, Luiz Fux, comandou a sessão presencialmente. Também estavam no prédio os ministros Cármen Lúcia, Luis Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os demais ministros participaram de forma remota, assim como o procurador-geral da República, Augusto Aras e o advogado-geral da União, André Mendonça, representantes da OAB, familiares e amigos do ministro.

Clébio Cavagnolle e Mariana Londres, R7

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