MILHARES PROTESTAM NAS RUAS DE CUBA CONTRA O GOVERNO. “LIBERDADE” É A PALAVRA DE ORDEM

Nem os Cubanos aguentam mais o comunismo

São os maiores protestos de que se têm registo na ilha desde agosto de 1994, quando centenas de pessoas saíram às ruas de Havana e não se retiraram até à chegada do então líder cubano Fidel Castro

Fonte: Tvi24

Milhares de cubanos sairam às ruas  neste domingo (11/07) contra o Governo, algo inédito. Os protestos não se limiataram à Havana, chegando até a pequenas cidades do país.

Habitantes de San Antonio de los Baños contaram a repórteres da EFE que, durante o protesto, a polícia reprimiu violentamente e deteve alguns dos manifestantes.

Desde o início da pandemia da covid-19, em março de 2020, os cubanos enfrentam maior escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, o que gerou um forte mal-estar social.

Estas manifestações aconteceram no dia em que Cuba registou um novo recorde diário de contágios e mortos devido à covid-19, com 6.923 novos casos nas últimas 24 horas, num total de 238.491, e 47 mortos, subindo o total desde o início da pandemia para 1.537.

De acordo com a Agência France Presse, as pessoas gritavam palavras de ordem como “Pátria e vida”, o título de uma canção polémica, “Abaixo a ditadura” e “Nós não temos medo”, os manifestantes, na sua maioria jovens, desfilaram nas ruas de San Antonio de los Baños, uma cidade com cerca de 50 mil habitantes situada a 35 quilómetros da capital cubana.

A agência espanhola EFE dá conta também de uma manifestação em Palma Soriano, na outra ponta do país, uma cidade perto de Santiago de Cuba, na qual participaram centenas de pessoas e onde se ouviu palavras de ordem como “chega de mentiras”, “unidade” e “queremos ajuda”.

Segundo a EFE, que cita testemunhas no local, houve violência policial nas duas manifestações, que foram transmitidas em direto em várias contas na rede social Facebook.

Habitantes de San Antonio de los Baños contaram a repórteres da EFE que, durante o protesto, a polícia reprimiu violentamente e deteve alguns dos manifestantes.

Estes foram os maiores protestos anti-Governo de que há registo na ilha desde o chamado “maleconazo”, quando em agosto de 1994, em pleno “período especial”, centenas de pessoas saíram às ruas de Havana e não se retiraram até à chegada do então líder cubano Fidel Castro.

PRESIDENTE CUBANO EXORTA APOIANTES A SAÍREM ÀS RUAS EM RESPOSTA A MANIFESTAÇÕES

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, exortou este domingo os seus apoiantes a saírem às ruas prontos para o “combate”, em resposta às manifestações que aconteceram este domingo contra o Governo em vários pontos do país.

A ordem de combate está dada, os revolucionários às ruas”, afirmou o governante, citado pela agência EFE, numa aparição especial na televisão.

Milhares de cubanos manifestaram-se este domingo contra o Governo, algo inédito, nas ruas de pequenas cidades, como San Antonio de Los Baños, Güira de Melena e Alquízar, na província ocidental de Artemisa, Palma Soriano, em Santiago de Cuba, na ponta oposta da ilha, e em alguns bairros de Havana.

De acordo com a agência EFE, centenas de pessoas saíram à rua em Havana em manifestações pacíficas, que foram intercetadas pelas forças de segurança e brigadas de apoiantes do Governo, tendo-se registado violentos confrontos e detenções.

Os confrontos entre os manifestantes e os ‘pró-Governo’ aconteceram no Parque da Fraternidade, em frente ao Capitólio, onde chegaram a juntar-se mais de mil pessoas, com uma forte presença das forças militares e policiais, que fizeram várias detenções.

No entanto, um grupo de várias centenas de manifestantes conseguiu romper o cordão policial, na direção do Malecón, com os braços no ar e a gritar palavras como “liberdade”, “pátria e vida” e “ditadores”, em referência aos dirigentes do país.

Grupos organizados de apoiantes do Governo também estiveram no local, entoando “Eu sou Fidel” ou “Canel, amigo, o povo está contigo”.

Os protestos de este domingo contaram com o apoio de exilados cubanos, que pediram ao Governo dos Estados Unidos que lidere uma intervenção internacional para evitar que os manifestantes sejam vítimas de “um banho de sangue”.

Chegou o dia em que o povo de Cuba se levantou”, afirmou à EFE Orlando Gutíerrez, da Assembleia da Resistência Cubana, uma plataforma de organizações da oposição, de e fora da ilha.

O líder exilado em Miami, que preside ao Diretório Democrático Cubano, sublinhou que, de acordo com informações que recolheu, há protestos em mais de 15 cidades e vilas de Cuba.

É muito claro o que quer o povo de Cuba, que este regime termine”, afirmou em declarações à EFE.

A Assembleia da Resistência Cubana apelou à população a que se mantenha nas ruas e à polícia e às Forças Armadas para que se posicionem ao lado do povo.


Rosa María Paya, do movimento Cuba Decide, que divulgou ‘online’ vários vídeos dos protestos de este domingo, disse à EFE que a repressão já começou e que se fala em vítimas de disparos.

Segundo a EFE, que cita testemunhas no local, houve violência policial nas manifestações de San Antonio de Los Baños e Palma Soriano, que foram transmitidas em direto em várias contas na rede social Facebook.

Habitantes de San Antonio de los Baños contaram a repórteres da EFE que, durante o protesto, a polícia reprimiu violentamente e deteve alguns dos manifestantes.

Desde o início da pandemia da covid-19, em março de 2020, os cubanos enfrentam maior escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, o que gerou um forte mal-estar social.

Estas manifestações aconteceram no dia em que Cuba registou um novo recorde diário de contágios e mortos devido à covid-19, com 6.923 novos casos nas últimas 24 horas, num total de 238.491, e 47 mortos, subindo o total desde o início da pandemia para 1.537.

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