Mais uma troca de Comando da PM em Planaltina; Com isso, faz comandante Genilson ser lembrado pela comunidade

TC Genilson comandou o 14º BPM de Planaltina por 04 anos e implantou vários projetos sociais junto com a comunidade. Foto: Reprodução

Sai para reserva remunerada, o comandante do 14º Batalhão, o TC Edmar Barros, e entra o Major Marcelo Gomes

Quando líderes envolvidos na segurança pública comunitária viram a publicação no Diário Oficial da saída do TC Edmar Barros para a reservado, foi assim reacendida uma esperança do retorno do comandante Genilson à frente do comando da polícia militar em Planaltina.

A redação do BSB TIMES recebeu inúmeros contatos para fazer essa referência ao trabalho anterior da polícia comunitária implantada na gestão do comandante Genilson, tais como projetos de palestras contra a violência doméstica, aulas de ginástica, boxe, futebol,  karatê, inglês, francês, libras e outros.

Genilson, como é conhecido na comunidade planaltinense, cresceu na cidade e, além de conhecer os moradores, soube construir relacionamentos interpessoais e, com seu jeito arrojado, conseguiu motivar a população a acreditar na segurança pública da.localidade.

A importância da Polícia Comunitária na segurança pública foi mencionada por Allan Kardec, Presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Planaltina.

“A relação da polícia militar com os conselhos de segurança é muito importante, deve-se haver uma parceria entre a PMDF e os CONSEGS para que juntos promovam uma polícia comunitária, foi o que houve no penúltimo comando aqui na cidade de Planaltina com o comandante Genilson”, disse Allan Kardec, presidente do Conseg Planaltina.

“De alguma forma, foram deixadas de lado as ações comunitárias com a polícia militar na cidade, o trabalho do Conseg perante à sociedade é de extrema relevância e a polícia militar também deve ter essa visão, quando o comando estava à frente do então, agora, tenente-coronel Genilson, havia uma integração da polícia com a comunidade, era feito realmente um trabalho de polícia comunitária e a população também ganhava muito com os projetos sociais que aconteciam dentro do 14º Batalhão, questões essas que foram simplesmente arrefecidas após a sua saída, consideramos ser de muita importância um comando de polícia comunitária para a cidade, por isso sugerimos uma gestão militar voltada tanto para o social como para a segurança pública”, reforçou Allan, o presidente do Conseg.

Lideranças comunitárias, voluntários e beneficiados também se manifestaram em relação aos projetos promovidos anteriormente pelo 14º BPM.

“As atividades sociais fazem muita falta aqui, principalmente nesse contexto onde estamos. As crianças ficam muito ociosas em casa, e pelo Arapoanga ser uma comunidade muito carente, acabam entrando na delinquência. Os projetos do 14° BPM na época do comandante Genilson eram muito bons, pois ocupavam o tempo dos adolescentes e crianças com as atividades e, além disso, traziam também auto estima para eles, contribuindo com o desenvolvimento físico, mental e social, como também proporcionava um bom lazer, ajudando a aliviar o estresse, tudo isso gerado nessa socialização”, disse a líder comunitária do Arapoanga, Kelly Lima.
“O Comandante Genilson nos proporcionou esse período de curso de Libras no 14° BPM, que foi um aprendizado muito grande em nossas vidas e a professora Ariane que, com sua boa vontade, dedicou seu tempo a nos ensinar de forma voluntária. Minha Gratidão ao Batalhão de Polícia Militar, em especial, a todos os policiais dali. Hoje, fico triste em saber que o projeto acabou, vai fazer muita falta para a comunidade”, falou a aluna do curso de Libras, Ana Maria.
“Durante a vigência do Projeto 14º.Com sob o apoio do comandante Genilson, tive a oportunidade de realizar de forma voluntária, um curso de Libras básico no intuito de disseminar a Língua Brasileira de Sinais e promover a inclusão de pessoas que não possuem surdez na Cultura Surda. O Projeto era desenvolvido nas dependências do 14º BPM e foi o melhor presente que a cidade ganhou. Os Surdos estavam super orgulhosos daquelas pessoas aprendendo Libras, pois já seriam mais indivíduos para se comunicarem nas ruas da cidade que, por sinal, possui um número expressivo de Surdos. Mas agora que o projeto foi extinto, o acesso ao ensino de Libras tornou-se inviável, pois não há no momento, curso de Libras para a comunidade de forma acessível”, enfatizou a professora de Libras, Ariane Patrícia.

Procuramos o ex-comandante do 14° Batalhão da Polícia Militar de Planaltina, o TC Genilson, que havia sido transferido para o comando de Sobradinho depois para o departamento de pessoal e, nessa semana foi remanejado para o setor de gestão da frota da PMDF, e ele nos disse que está sempre à disposição da comunidade em apoiar o desenvolvimento desses projetos sociais, independente de não estar mais no comando militar na cidade.

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