Aras indica que não vê crimes em comentários de Bolsonaro e que não vai interferir em crise

Em meio à escalada de tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do Poder Judiciário, o procurador-geral da República Augusto Aras tem sinalizado a interlocutores que não vê cometimento de crimes por parte do presidente e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tomará nenhuma iniciativa para conter Bolsonaro em seus ataques.

Sua postura vai na contramão da cobrança de subprocuradores-gerais da República, que divulgaram manifestação nesta sexta-feira afirmando que Aras não poderia “assistir passivamente” aos ataques.

O posicionamento de Aras, manifestado em conversas recentes, é que a PGR irá agir somente quando provocada em processos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, mas evitará entrar em confronto com o presidente. Tampouco a PGR assumirá a dianteira em defesa das urnas eletrônicas ou dos ministros do STF. Agirá apenas quando provocada judicialmente.

Embora Aras não tenha manifestado claramente essas ideias, foi essa a tônica da sua conversa com o presidente do STF Luiz Fux nesta sexta-feira. Aras disse a Fux que a instituição está cumprindo o seu papel. Na sua interpretação, o papel da PGR é o de não interferir nas ações de Bolsonaro, as quais ele enxerga apenas como manifestações retóricas do mundo político.

Aguirre Talento e Mariana Muniz, Extra

Helio Rosa, planaltinense, 50 anos, casado, pai de três filhos, graduado em ciências naturais e gestão pública. Jornalista e especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades. Fez Agenda 21 e Coleta Seletiva. Foi Conselheiro do CONAM-DF e do CBH-Paranaiba. Está como Presidente do Conselho de Desenvolvimento Nacional - CDN. Ministra cursos de empreendedorismo, terceiro setor, trabalho remoto, economias circular, criativa e compartilhada.

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