O manifesto da FIESP não rompe com Bolsonaro, ele pede é uma nova constituição

Foi amplamente divulgada a notícia de que FIESP, FEBRABAN e o empresariado estaria rompendo com o governo através do manifesto divulgado nessa semana – puro factoide

Da Redação

É impressionante o nível de cinismo que impera na mídia tradicional brasileira, pseudojornalistas se auto-intitulam “especialistas” e começam a criar toda a sorte de conexões entre fatos que não têm correlação. No fundo suas análises são mera manipulação das coisas ao seu gosto (que no fundo reflete o esquerdismo que se perpetua nos cursos de jornalismo).

Na verdade é gente que fala de tudo sem saber de nada – desafio alguém aqui a me colacionar o currículo de uma faculdade de jornalismo que traga algum curso que tenha alguma relevância acadêmica. Quando o tem é optativo e os alunos de jornalismo são notórios por pouco compreenderem o que professores de outras cátedras tentam lhes ensinar.

Acabam, como eu disse, cooptados pelo doce, simplório e infantil apelo do pensamento marxista que lhes entrega a velha lenga-lenga da luta de classe, consciência de classe, mais-valia… Um monte de conceitos, que de conceitos são apenas palavras de efeito – teoria marxista é um deleite para escritores frustrados, que são a maioria dos jornalistas.

Mas, vamos aos fatos, porque se enveredar em explicar aqui o processo que torna um jornalista de um ignorante de tudo em um papagaio do PSOL se vai 300 páginas fácil.

Começando pela bobagem de dizer que houve ameaça da presidência da Caixa Econômica e do Banco do Brasil deixarem a FEBRABAN por se “recusarem” a assinar o tal manifesto.

É claro que não poderiam assinar – Caixa e Banco do Brasil são parte do Estado, a carta é de conteúdo político, qualquer um sabe que um servidor (ou empregado) público, não pode se manifestar politicamente a partir de seu cargo – é ridículo cobrar isso dos presidentes dos bancos oficiais.

E na verdade não existe qualquer relato de que a FEBRABAN cobrou essa postura deles, ou mesmo que eles tenham ameaçado se retirar da entidade em “represaria” – isso foi pura invenção da cabeça de jornalistas. Tanto é que, não vou citar quem foi, um se referiu ao documento como “insosso” – claro, na cabeça de jornalista brasileiro tinha de ser algo a la manifesto comunista! É risível.

A outra coisa é dizer que a carta “rompe com o bolsonarismo” – sério isso? Vocês leram a carta?

O manifesto pede é que as lideranças tomem posição para fincar pé numa reforma profunda, que podemos traduzir em uma reforma constitucional ou uma nova constituição! E acredito que tá mais é pra uma nova constituição mesmo, até a carta fala, ao seu modo, que essa já deu o que tinha de dar (e a gente sabe no que deu).

Bem isso é uma leitura minha, verdade. E para não correr risco de por palavra na boca dos outros (eu não sou pseudo-jornalista), não vou ficar picotando o texto deles para tirar as coisas de contexto. Leiam e tirem suas conclusões:

SEGUNDO MANIFESTO DOS MINEIROS AO POVO BRASILEIRO

As mudanças estruturais que o Estado Brasileiro necessita (e que o Povo Brasileiro reclama) exigem das lideranças, todas, e daqueles que ocupam cargos e funções nas estruturas produtivas e fornecedoras de serviço e de conhecimento (tanto públicas quanto privadas) uma urgente tomada de posição.

A ruptura pelas armas, pela confrontação física nas ruas, é sinônimo de anarquia, que é antônimo de tudo quanto possa compreender uma caminhada serena, cidadã e construtiva. A democracia não pode ser ameaçada, antes, deve ser fortalecida e aperfeiçoada.

O que se pretende provocar é outro tipo de ruptura: a ruptura através das ideias e da mudança de comportamentos em todas as dimensões da vida.

O objetivo é construir (na verdade, reconstruir) um projeto de Nação para o Brasil, dando sentido novo ao que seja patriotismo, de modo a fazer do povo brasileiro uma gente mais feliz e colocando o Brasil como Nação altiva, livre e democrática no concerto das Nações.

O país necessita de uma verdadeira ‘reforma do Estado’ (reforma continente) nela compreendendo as reformas internas necessárias, sobressaindo: a reforma político-eleitoral, a reforma administrativa, a reforma do sistema de educação (só a educação transforma as pessoas), a reforma do sistema de segurança, a reforma orçamental e econômica, a reforma do sistema tributário (são reformas de conteúdo).

Já se revelou, e faz tempo, equivocada uma maneira de governar onde os Municípios e os Estados são reféns permanentes do que pensa e do que deseja o governo central sediado em Brasília. Esse centralismo que aumenta as desigualdades, já impôs atraso e miséria a toda a Nação Brasileira.

Vive-se um século XXI que já vai alto e os problemas da gente brasileira continuam, na base, praticamente os mesmos: analfabetismo, esquecimento, ausência de infraestrutura básica (como água e esgoto, por exemplo), além do agravamento de uma escalada criminosa crescente, em vários sentidos (de balas perdidas, assaltos e
discriminações).

É preciso valorizar, e se necessário for criar um novo capitalismo que valorize a inteligência humana, um capitalismo humanizado, porque o centro da vida é a Pessoa Humana.

É quase ulceroso falar, no Brasil, em reforma constitucional, mas é imperativo reconhecer que a Constituição de 1988 já cumpriu o seu papel histórico de assegurar a democracia e de valorizar a cidadania. Quanto ao demais, o que dela se recolhe é um texto antônimo de si mesmo, na medida em que oferece, para uma mesma pergunta, como resposta, sempre um sim e um não. Não se desconhece a delicadeza do tema e as dificuldades a serem
encontradas no seu enfrentamento.

É preciso extirpar das leis todo tipo odioso de privilégio que cria castas e diferenças entre as pessoas em função de seus fazeres e de suas responsabilidades. É situação, afinal, que não faz de Pessoa alguma, figura diferente e privilegiada em relação aos demais. É preciso repristinar esta verdade: perante o Estado todos os cidadãos são cidadãos comuns.

É preciso pôr fim à vida estamental do aparelho do Estado que, no Brasil, desde sempre, é uma presa capturada por grupos de pessoas que se autoprivilegiam e conduzem a vida das pessoas segundo seus interesses pessoais, secundando os legítimos interesses do Povo e da Sociedade Brasileira.

É preciso criar mecanismos eficientes de erradicação e de controle da erva daninha da corrupção, banindo da vida pública aqueles que se servem do Estado para, criminosamente, atender a interesses menores e que não correspondam às obrigações do cargo e das funções que exerçam. Tais medidas devem alcançar, por igual, aqueles que ocupem posições de destaque em todos os poderes do Estado: Executivo, Legislativo, Judiciário e Instituições agregadas.

É preciso criar mecanismo a permitir que as instituições representativas da Sociedade Civil tenham voz ativa junto aos poderes constituídos, fazendo as vezes daquele ‘Poder Moderador’ criado na França pelo pensador Benjamin Constant, de modo a nunca mais permitir arranjos que, atendendo a interesses outros, não correspondam aos anseios da Sociedade e do Povo Brasileiro.

O Brasil se insere dentre os países do mundo que já viveram todas as experiências de governos e mandonismos: o Brasil colônia deu lugar ao Brasil império; que deu lugar ao Brasil república, a velha e a nova; experimentou, por mais de uma vez, as ditaduras; conheceu, em voo de pássaro, a experiência do parlamentarismo, antes de chegar à nova república. Portanto, a experiência para reescrever o Brasil quem a possui somos nós próprios: os Brasileiros.

Esse passado inspirador retém matéria prima suficiente para que possamos, de mãos dadas, construir um futuro promissor para o Brasil-nação. A respeito, é relevante trazer a texto a constatação de que instituições brasileiras sérias e comprometidas existem e são inúmeras, como ilhas, no entanto. O propósito deste Manifesto está em propiciar a ligação de todas essas ilhas, dando-nos as mãos. Se todas essas ilhas derem as mãos, a partir de
propósitos comuns, construiremos um grande Brasil-arquipélago.

Dessa construção, (na verdade, reconstrução), sobressairá fortalecido o respeito à integridade das pessoas e suas diferenças e nascerá uma sociedade mais tolerante. É preciso plantar e implantar definitivamente uma política que reconheça o valor do meio ambiente.

As mudanças estruturais e estruturantes que este Manifesto suscita – e que por certo serão aprimoradas – caminharão através de um ‘GRANDE PACTO PELO BRASIL’. Esta é a pregação maior com a qual se pretende plantar e colher um Brasil que tenha futuro.

Registro final: Não se adota neste texto por equívoco, como título, a expressão ‘SEGUNDO MANIFESTO DOS MINEIROS’. A iniciativa compreende um alertar a Gente Mineira e a Gente Brasileira, chamando a atenção para aquele corajoso e desprendido ato praticado por um grupo de pró-Homens de Minas e do Brasil, que no século passado (mais precisamente em 24 de outubro de 1943) ousou mudar o Brasil. E conseguiu.

De Belo Horizonte para o Brasil, em 07 (sete) de setembro de 2021 (dois mil e vinte e um).

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