Depois da Libertadores, Fórmula 1, Carioca, agora, o Paulista. Derrocada da Globo é irreversível

Derrocada melancólica: O fim da Globo é irreverssível

Emissora do Rio de Janeiro perde o Paulista para a Record. Como já havia perdido o Carioca. A Globo já não tem a Libertadores, divide o Brasileiro. Fora a Lei do Mandante. A perda do monopólio do futebol não tem volta

Matéria: R7

São Paulo, Brasil

Um golpe pesado demais para o futebol da Globo. A Record surpreendeu a emissora carioca e conseguiu os direitos do Campeonato Paulista. Ficará com o direito de transmissão, na tevê aberta, por quatro anos. Ou seja, de 2022 até o torneio de 2025.

Depois de perder, para a própria Record, o Campeonato Carioca, a Globo perdeu o Estadual que mais a interessava. O mais importante, o mais lucrativo.

A Federação Paulista fez a concorrência de maneira aberta. Levou que ofereceu melhores condições financeiras para os clubes. Negociação conduzida pela LiveMode. A Band e o SBT também tentaram ficar com o torneio. São 16 datas que a Record conseguiu com exclusividade.

Um jogo por rodada.

A Globo acumula perdas fundamentais no futebol.

Para quem teve, por décadas, o monopólio do esporte no país, não tem mais a Libertadores e os dois principais Estaduais do país.

Perdeu a Copa América. Ficou sem alguns jogos do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas, situação impensável. Já reparte, a contragosto, o Brasileiro, com os canais TNT, do grupo AT&T. Está também sem a Champions League. Quase ficou sem a Copa do Mundo do Qatar. A emissora carioca pediu para a CBF uma redução do contrato pela Copa do Brasil, que vence em 2022.

E pode ter outra surpresa desagradável.

Perder também a competição.

Para acabar, o império global deverá passar a perder quatro clubes por ano no Brasileiro da Série A. A esmagadora maioria dos clubes da Série B não têm contrato com a Globo. E os que subirem podem usar a Lei do Mandante, já sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

As equipes sem contrato podem negociar seus jogos em casa com qual emissora quiser. Os clubes que a emissora carioca têm contrato vão só até 2024. Isso sem falar na dolorida perda da Fórmula 1. A derrocada do monopólio da Globo no futebol é surpreendente.

E sem volta…

Rogério Cirino de Sá Ribeiro, goiano, 51 anos, casado, três filhos. Bacharel em Administração de Empresas pela UNIPLAC. Licenciado em História pela UPIS e MBA em Gestão de Projetos pela ESAD. Empresário do audiovisual desde 2012.

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