Sintomas parecidos, doenças diferentes e a busca do diagnóstico

Profissionais da saúde pública orientam ou examinam as pessoas, para que diagnóstico seja feito com rapidez e tratamento comece imediatamente

MARLENE GOMES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: ROSUALDO RODRIGUES

Atualmente, é o H3N2, um subtipo do vírus influenza, que circula pelo DF, causando gripe na população. Os sintomas são os mesmos do já conhecido H1N1

Todos os anos a Secretaria de Saúde do Distrito Federal alerta a população sobre os riscos da influenza e reforça a necessidade da vacinação. Com a pandemia, muita gente concentrou a atenção na covid-19, mas, com o aumento de casos de H3N2, o cuidado se volta também para a gripe. Os sintomas são parecidos. Por isso, é bom desconfiar de tudo desta lista, que inclui até a dengue, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti.

Essas doenças têm características marcantes, mas a covid-19 e a influenza são causadas por vírus que provocam infecções respiratórias. Já a dengue é uma doença arbovirose, ou seja, o vírus é transmitido à pessoa por um vetor, nesse caso o mosquito Aedes aegypti.

A febre é o sintoma comum a essas doenças. “Associada à cepa ômicron da covid-19, a pessoa tem perda do paladar e do olfato, além de dor de garganta, que também são sintomas gripais. Essa cepa é altamente transmissível”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Fabiano dos Anjos.

Atualmente, a vacina contra a influenza está disponível para grupos prioritários de pessoas com idades acima de 60 anos, privadas de liberdade e imunodepressivos, além de pessoas com comorbidades | Bruno Esaki/Agência Saúde-DF

O poder da vacina

As pessoas vacinadas contra a covid-19 geralmente apresentam sintomas considerados leves para a cepa ômicron. Os não vacinados podem apresentar sintomas com características exacerbadas, como dificuldade de respirar, um cansaço maior do que o esperado ao fazer um esforço, e tosse.

No caso de suspeita de covid, é importante testar, para que o paciente possa ser diagnosticado e, se confirmada a infecção por coronavírus, isolado

“A vacinação em massa é a estratégia para combater a covid-19. E a única forma de prevenir a doença, além da vacinação, é com as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, lavar as mãos, evitar aglomerações e procurar ambientes ventilados”, esclarece o epidemiologista.

Também existe vacina contra a influenza. O imunizante é destinado a grupos prioritários de pessoas com idades acima de 60 anos, privadas de liberdade e imunodepressivos, além de pessoas com comorbidades.

Atualmente, é o H3N2, um subtipo do vírus influenza, que circula pelo DF, causando gripe na população. Os sintomas da doença são os mesmos do já conhecido H1N1: dores de cabeça, de garganta e no corpo, tosse e espirro, além de febre alta, acima de 38ºC.

Dengue

Na dengue, a pessoa apresenta febre abrupta de início. Os sintomas da doença são dor de cabeça, na região dos olhos e nas articulações, além de sensação de fraqueza e dor no corpo. O quadro clínico pode evoluir para os sintomas gastrointestinais, com náuseas, vômitos, diarreias e dores abdominais.

“A dengue causa letalidade maior. De 100 pessoas que a contraem, 25% vão manifestar algum sintoma, que pode ser leve, mas que pode evoluir para um quadro de maior gravidade”Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde

A fase crítica da dengue se dá após a diminuição da febre. O desaparecimento da febre é o indicador de que o quadro pode se agravar. Os sinais de alarme podem ficar ainda mais intensos quando a pessoa apresenta diarreia e desidratação.

Com a “irmã” da dengue, a chikungunya, o quadro é diferenciado. Além da febre alta, de início repentino, a pessoa sente dores de cabeça, no corpo e articulações e vermelhidão nos olhos. A característica marcante é a intensidade da dor nas articulações, de acordo com o especialista da Secretaria de Saúde.

“A dengue causa  letalidade maior. De 100 pessoas que a contraem, 25% vão manifestar algum sintoma, que pode ser leve, mas que pode evoluir para um quadro de maior gravidade, com sinais de alarme. Dentro desses 25%, 2,5% vão ter um quadro de gravidade”, informa Fabiano dos Anjos.

Diagnóstico

Ao apresentar qualquer sintoma, a pessoa deve procurar os serviços de saúde, para ser orientada ou examinada, e realizar minimamente os exames que vão ajudar o profissional a ter um diagnóstico o mais breve possível. No caso de suspeita de covid, é importante testar, para que o paciente possa ser diagnosticado e, se confirmada a infecção por coronavírus, isolado.

 

“O teste é muito importante e deve ser feito o mais cedo possível. Se a pessoa está com a doença e não tem um diagnóstico, ela pode transmitir para as outras pessoas. No trabalho, por exemplo, a pessoa deve comunicar imediatamente o resultado para a chefia, para ser isolado e não contaminar os colegas”, aconselha o diretor de Vigilância Epidemiológica da secretaria de Saúde, Fabiano dos Anjos.

Rogério Cirino de Sá Ribeiro, goiano, 51 anos, casado, três filhos. Bacharel em Administração de Empresas pela UNIPLAC. Licenciado em História pela UPIS e MBA em Gestão de Projetos pela ESAD. Empresário do audiovisual desde 2012.

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