‘Hipster da Federal’ é morto a tiro ao tentar invadir propriedade rural de Goiás

O policial federal Lucas Soares Dantas Valença, de 36 anos, foi morto no fim da noite desta quarta-feira (2), quando tentava supostamente invadir uma propriedade rural de Buritinópolis, cidadezinha de pouco mais de 3 mil habitantes em Goiás. Valença chamou atenção nas redes pela primeira vez em 2016, durante uma escolta da PF em Brasília ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (preso), quando apareceu ao lado do ex-parlamentar com a barba grande e cabelos longos — características que acabaram por destacá-lo dos demais agentes.

 

Lucas Valença, durante escolta a Eduardo Cunha, preso em Brasília e levado a Curitiba (PR)
Lucas Valença, durante escolta a Eduardo Cunha, preso em Brasília e levado a Curitiba (PR) Foto: André Coelho / Agência O GLOBO

 

Valença foi atingido por um único tiro no local, conhecido como Fazenda Santa Rita. O delegado Adriano Jaime, da Polícia Civil de Goiás, conta que o autor do disparo relatou que teve a casa invadida por Lucas, que gritava fazendo ameaças e teria desligado o interruptor de luz e arrombado sua porta. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, parentes contaram que o agente federal estaria em surto psicótico há pelo menos dois dias, o que será apurado.

— Eu estava de plantão na Delegacia Regional de Posse quando me foi apresentada a situação envolvendo a morte do policial federal Lucas Valença. Segundo relatos do autor, ele estava em sua casa com sua filha de 3 anos e sua esposa, quando começou a ouvir gritos do lado de fora, dizendo: “Saiam todos de casa, senão vou entrar e matar”. Neste momento, temendo por sua vida e de sua família, ele narra que pegou sua arma de pressão modificada para calibre 22. A vítima, então, desligou o padrão de energia e arrebentou a fechadura da porta. Neste momento, o autor disse: “Não entre, estou armado”. E, segundo ele, mesmo assim ele entrou e foi para cima do autor, que deferiu um único tiro — conta o delegado.

Segundo Jaime, um inquérito será aberto para apurar se o dono da propriedade agiu em legítima defesa. Ele chegou a ser preso logo após o fato, por posse ilegal de arma, mas pagou fiança e foi solto.

— Depois do tiro, a vítima começou a gritar que era policial e, nesse instante, o autor conta que ligou para a Polícia Militar solicitando uma ambulância. Depois dos primeiros socorros, todos foram encaminhados a essa delegacia de polícia, onde foi feito um auto de prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e homicídio, que vai ser apurado por meio de um inquérito policial, já que pelas circunstâncias do fato, teria se dado por legítima defesa. O autor pagou fiança e está em liberdade — concluiu.

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O estilo peculiar de Valença também ganhou destaque durante sua participação nas buscas pelo serial killer Lázaro Barbosa, caso de grande repercussão nacional, que terminou com a morte do criminoso. Apesar dos 111 mil seguidores no Instagram, não era muito ativo na rede. Sua última postagem foi em dezembro do ano passado, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem era apoiador. Em sua página, além das várias fotos onde exibia o bom preparo físico e o estilo que o batizou popularmente como “hipster da federal” ou “lenhador da federal”, também destacava a paixão pelo trabalho, na PF e, nos momentos de lazer, por crossfit e churrasco.

O EXTRA pediu um posicionamento à Polícia Federal sobre a morte de seu agente, mas ainda não obteve resposta.

Matéria Yahoo Notícias

Rogério Cirino de Sá Ribeiro, goiano, 51 anos, casado, três filhos. Bacharel em Administração de Empresas pela UNIPLAC. Licenciado em História pela UPIS e MBA em Gestão de Projetos pela ESAD. Empresário do audiovisual desde 2012.

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