Seriam as ações de Marcus Holanda contra o PROS sabotagem eleitoral?

Mesmo após derrotas consecutivas no TSE e TJDFT, o ex-secretário nacional de Comunicação da legenda insiste em ação que possivelmente não terá sucesso.

Por Rogério Cirino

Faltando menos de um mês para vencer o prazo para filiações partidárias, o caso envolvendo a disputa pela presidência do PROS tem mais um capítulo nesta terça-feira (08). Será finalizado o julgamento sobre a validade das supostas assembleias que teriam eleito Marcus Holanda como novo presidente do partido.

Ocorre que se analisando todo o histórico do imbróglio, parece evidente, que a ação, mesmo que vencesse hoje, não irá sobreviver ao escrutínio das instâncias superiores.

No processo originário, no qual a justiça entendeu como inválidos os atos, contam-se inúmeras provas de fraude. Segundo perito grafotécnico, várias das assinaturas constantes da suposta assembleia são “falsificações grosseiras”. Uma das supostas votantes se pronunciou e provou estar em viagem de férias no dia da suposta assembleia.

Vale dizer que o TSE não reconheceu as atas das supostas assembleias.

Compõem os autos ainda falas no Whatsapp entre Holanda e sua companheira, onde este afirma que irá “vender o partido”, que “só quer dinheiro”.

Por isso tudo fica a questão: estaria Marcos Holanda realmente interessado em prosseguir a questão jurídica ou estaria apenas usando a justiça para atrapalhar o partido no processo eleitoral.

De certo os três desembargadores hoje decidirão os rumos de um partido de importância, com grande penetração nacional e forte presença no Congresso. E o “estado” como o partido chegará ao pleito de outubro pode sim influenciar nas eleições.

Rogério Cirino de Sá Ribeiro, goiano, 51 anos, casado, três filhos. Bacharel em Administração de Empresas pela UNIPLAC. Licenciado em História pela UPIS e MBA em Gestão de Projetos pela ESAD. Empresário do audiovisual desde 2012.

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