Argentina se prepara para suspender acesso ao dólar turismo e dificultar saída do país

Silvina Batakis, nova minsitra da economia da Argentina - foto: redes sociais

Por Direita Online

Silvina Batakis (foto acima), a nova ministra da Economia da Argentina, indicou que pode suspender o acesso ao dólar com finalidade de viagens ao exterior. A medida do governo socialista serviria para preservar esse “recurso escasso” que, prioritariamente, segundo a ministra, “tem de estar à disposição da produção”.

“O direito a viajar (ao exterior) colide com a geração de postos de trabalho”, se justificou a ministra. “Tomaremos todas as medidas para que as reservas (do Banco Central) sejam destinadas à produção”, disse Silvina Batakis, que ainda alegou que “o dólar é um recurso escasso”.

Questionada se a medida não afetaria um direito básico dos argentinos, Batakis alegou que “todas as pessoas têm direito às férias”, mas que o governo “tem de administrar as reservas para que o país cresça”. “Precisamos convidar (os argentinos) a conhecerem mais o nosso país”, sugeriu.

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Ruim para o Brasil
Caso a política seja mesmo adotada pelo governo do presidente Alberto Fernández, o Brasil terá o setor de turismo extremamente afetado. Isso porque Brasil é o país que mais recebe argentinos. Em 2019, ano prévio à pandemia, foram quase dois milhões de turistas ao território brasileiro (1,9 milhão). Em 2018, o número tinha chegado a 2,5 milhões, responsáveis por 38% de todos os turistas estrangeiros que visitaram o Brasil.

Sem acesso ao dólar turismo, os argentinos precisariam recorrer ao dólar paralelo, cuja cotação é bem superior, encarecendo a viagem. O valor do dólar paralelo na Argentina fechou na casa de 255 pesos argentinos, na semana passada, 101% superior ao valor do dólar oficial (132,85 pesos). Para reduzir essa diferença, o governo aplica um imposto de 30% sobre o valor do dólar oficial e mais uma retenção de 35% que pode ser restituída na declaração de imposto de renda. A conta eleva o valor do dólar a 219,20 pesos.

Pela Lei, os argentinos podem comprar apenas até US$ 200 por mês em dinheiro, enquanto a compra de bens e serviços no exterior não tem limites através do cartão de crédito. São esses acessos que o governo se assanha para proibir.

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