Em entrevista à CNN ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral afirma que o Brasil não foi o único país a escapar das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A Ordem Executiva assinada por Donald Trump manteve as exceções previstas no anexo 2 do ato executivo de 2 de abril, abrangendo também outros países.
Segundo Barral, setores brasileiros atuaram fortemente para garantir espaço na lista de exceções. Ainda assim, informações de Washington indicam pressão crescente contra o Brasil, tanto por parte de empresas norte-americanas quanto do grupo político MAGA (Make America Great Again), que defende sanções mais rígidas contra o país.
A situação se agrava com a possibilidade de que os EUA apliquem a Lei Magnitsky ao Brasil — um mecanismo jurídico usado para sanções relacionadas a violações de direitos humanos. Para Barral, o cenário exige maior presença diplomática e até concessões por parte do governo brasileiro.
Em paralelo, uma audiência na Corte Distrital de Colômbia (EUA) mostrou tendência favorável a importadores americanos que contestam o uso da Lei de Emergência Econômica como base legal para as tarifas. Mesmo que tenham sucesso, o caso pode ir à Suprema Corte, com decisão apenas em 2026. Até lá, as sobretaxas seguem valendo.






