
O físico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, reacendeu o debate sobre vida extraterrestre ao levantar a hipótese de que o objeto 3I/ATLAS — detectado em julho entrando no sistema solar — não seja apenas um cometa.
Segundo Loeb, imagens revelaram um brilho incomum na frente do corpo celeste, e não atrás, como seria esperado. Ele sugere que o fenômeno não pode ser explicado pelos modelos conhecidos de reflexão da luz ou emissão de gases, abrindo espaço para a hipótese de que o objeto gere sua própria energia, possivelmente de origem nuclear.
O cientista descartou explicações como buracos negros primordiais, fragmentos de supernova ou atrito com poeira interestelar. Para ele, a interpretação mais simples é uma fonte de energia central de alta potência, semelhante a tecnologias desenvolvidas por humanos.
Com cerca de 20 km de diâmetro, maior que Manhattan, o 3I/ATLAS segue uma trajetória considerada improvável, cruzando de forma alinhada com as órbitas de Marte, Vênus e Júpiter. A chance de coincidência, segundo Loeb, seria de 1 em 20 mil.
O ponto de maior aproximação do objeto com o Sol está previsto para 30 de outubro. Enquanto a NASA mantém a classificação de cometa, Loeb provoca: “Se for tecnológico, obviamente terá um grande impacto no futuro da humanidade”.





