Vorcaro comprou terreno por R$ 22 milhões e repassou ao BRB por R$ 118 milhões

Área em Brumadinho integra ativos usados para cobrir rombo bilionário e está embargada por irregularidades ambientais

Um terreno de 137 hectares em Brumadinho (MG), incluído pelo Banco Master no pacote de ativos transferidos ao Banco de Brasília (BRB), foi adquirido originalmente para quitar uma dívida de R$ 22 milhões, mas aparece avaliado em R$ 118 milhões nas demonstrações financeiras de um fundo ligado à instituição privada.

O imóvel integra os ativos do fundo CMX Realty, anteriormente controlado pelo Banco Master, onde é registrado como o empreendimento imobiliário Pedra Histórica. A área foi usada como parte da tentativa de ressarcimento ao BRB por um prejuízo estimado em R$ 12,2 bilhões, objeto de investigação em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da avaliação elevada, o terreno está embargado pela Prefeitura de Brumadinho por irregularidades ambientais. Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente identificou desmatamento ilegal, intervenção em área de preservação permanente e movimentação de terra sem autorização, o que impede o avanço do projeto imobiliário previsto para o local.

Segundo o fundo, a justificativa para o valor atribuído ao ativo seria um projeto que prevê 205 lotes residenciais, hotel, hípica, clube e áreas de lazer. O empreendimento, porém, não tem previsão de sair do papel e permanece judicializado, enquanto a avaliação contábil segue inalterada.

O terreno foi transferido ao Banco Master em 2020, quando o antigo proprietário o entregou como pagamento de uma dívida de R$ 22 milhões. Desde então, permanece vazio e sem qualquer desenvolvimento.

Além do imóvel em Brumadinho, outros ativos com restrições ou questionamentos de valor também foram oferecidos ao BRB. Entre eles, está um terreno de 76 mil m² em Contagem (MG), ligado a empresas da família Vorcaro, que nunca foi pago e teve a venda bloqueada pela Justiça.

Fontes ligadas à investigação avaliam que parte significativa dos cerca de R$ 10 bilhões em ativos apresentados pelo Banco Master para substituir títulos considerados problemáticos apresenta fragilidades na precificação. A lista inclui:

  • R$ 500 milhões em um fundo cujo principal ativo é um clube em Contagem, com venda judicialmente bloqueada;

  • R$ 118 milhões referentes ao terreno em Brumadinho adquirido por R$ 22 milhões;

  • R$ 1,75 bilhão em ativos do Will Bank, banco digital do grupo que já foi liquidado.

Em nota, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que todos os ativos transferidos ao BRB estavam registrados no balanço do Banco Master, foram auditados e precificados conforme metodologias formais de avaliação e classificação de risco. Segundo a defesa, não houve transferência de ativos ocultos ou fora dos critérios contábeis e regulatórios.

Até a publicação, o Banco Master e os responsáveis pelo empreendimento em Brumadinho não responderam aos pedidos de comentário.

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