Relatório da Transparência Internacional aponta estagnação com nota 35 em 2025, refletindo macrocorrupção e fragilidades institucionais.
O Brasil repetiu em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado nesta terça-feira (10/02/2026) pela Transparência Internacional. O país obteve 35 pontos em escala de 0 a 100 (quanto menor, maior a percepção de corrupção) e manteve a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. Em 2024, a nota foi 34 pontos, variação considerada não estatisticamente significativa.
O IPC é elaborado a partir de até 13 fontes independentes que captam percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre corrupção no setor público e mecanismos de prevenção. O Brasil ficou abaixo da média global e das Américas (ambas em 42 pontos), próximo de Sri Lanka (35 pontos) e atrás de Argentina, Belize e Ucrânia (36 pontos). Dinamarca liderou com 89 pontos, enquanto Somália e Sudão do Sul ficaram nas últimas posições com 9 pontos cada.
A Transparência Internacional atribui o desempenho brasileiro a sucessivos casos de macrocorrupção e fragilidades institucionais persistentes. Bruno Brandão, diretor executivo da entidade no Brasil, destacou que o país chamou atenção pela resposta do Supremo Tribunal Federal aos atentados contra a democracia, mas chocou com escândalos de corrupção em escala inédita e episódios de impunidade.
Paralelamente ao IPC, a Transparência Internacional lançou a Retrospectiva 2025, que aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, especialmente via corrupção no sistema financeiro e advocacia. O relatório cita operações de impacto como desvios de emendas parlamentares, fraudes previdenciárias no INSS e a maior fraude bancária registrada (Banco Master). Reconhece avanços como uso ampliado de inteligência financeira contra lavagem de dinheiro, mas critica respostas tardias e politicamente controversas do governo federal a alguns escândalos.
A entidade recomenda agenda urgente de enfrentamento à corrupção com maior coordenação institucional e fortalecimento de mecanismos de controle e transparência. Entre as sugestões ao governo federal estão fortalecer integridade na nomeação de altos cargos, investigar desvios em emendas parlamentares (CODEVASF e DNOCS), e assegurar renegociação de acordos de leniência com critérios técnicos, sanções proporcionais e participação de vítimas.
Ao Congresso Nacional, recomenda instalar CPMI do Banco Master, solicitar informações ao STF e BC sobre sigilo no inquérito do Master, e encaminhar avaliação técnico-jurídica à CCJ sobre boas práticas de prevenção de conflitos de interesse em tribunais superiores.
Ao Ministério Público, sugere verificação preliminar na PGR sobre possíveis conflitos de interesse em operações financeiras do resort Tayayá e contratos advocatícios do Banco Master, manter defesa de acordos de leniência e colaboração premiada, e cumprir teto constitucional na remuneração.
Ao Judiciário, propõe instituir Código de Conduta do STF com regras de impedimento, transparência de agendas e gestão de riscos em contratos de familiares, garantir teto constitucional na remuneração, redistribuir caso do Banco Master por sorteio a outro ministro sem suspeita de impedimento, e persistir na implementação de decisões que declararam inconstitucionalidade do Orçamento Secreto.
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