Decreto retira recursos de Metrô, limpeza urbana, Cultura e outras áreas
O decreto nº 49.056, assinado pela governadora Celina Leão (PP), abriu um crédito suplementar de R$ 139,7 milhões para a Secretaria de Transporte e Mobilidade. Os recursos foram retirados de dotações previstas para o Metrô-DF, o Sistema de Limpeza Urbana, o DER-DF, o sistema penitenciário, a Cultura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O valor será utilizado para pagar empresas de ônibus.
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Recentemente, a governadora enviou ao Legislativo um projeto de lei que abre crédito suplementar de outros R$ 508 milhões às companhias de ônibus, em meio ao contingenciamento de despesas declarado pelo próprio Palácio do Buriti.
A justificativa oficial para o novo repasse é a “manutenção do equilíbrio financeiro” do sistema de mobilidade urbana. Na prática, o GDF cancelou dotações de setores considerados prioritários e remanejou os valores para evitar que o custo de operação das empresas resulte em aumento de tarifas.
Como revelou o portal UOL em setembro de 2025, Celina Leão virou sócia de Edmundo Pinheiro, proprietário da Urbi, uma das concessionárias de transporte público que operam no Distrito Federal e que deverá ser beneficiada com o ato da governadora. Com o empresário, a governadora adquiriu um embrião de gado avaliado em R$ 500 mil.
O remanejamento ocorre em um momento em que a gestão enfrenta críticas sobre a qualidade do transporte público e a falta de investimentos em áreas essenciais como metrô, limpeza urbana e cultura.
A decisão de priorizar o pagamento às empresas de ônibus, com recursos retirados de outras pastas, reacende o debate sobre transparência e critérios de alocação orçamentária no GDF.
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