Influenciador é acusado de desviar insumos químicos para produção de crack e cocaína; pena pode chegar a 51 anos
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou alegações finais e pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, a pena pode variar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado.
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Segundo a promotoria, a empresa Anidrol, da qual Cariani era sócio, simulou a venda de insumos químicos 59 vezes. O material era desviado para a produção de crack e cocaína. Mensagens obtidas revelaram a proximidade do influenciador com um policial civil e indicam que Cariani sabia do uso dos insumos no preparo de drogas. Além de Cariani, a promotoria pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes.
O influenciador foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e a Justiça o tornou réu no processo em fevereiro de 2024. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade. As investigações contra a empresa começaram em 2019, quando a farmacêutica AstraZeneca procurou o Ministério Público para informar que a Anidrol emitiu notas fiscais referentes a movimentações de produtos químicos que não reconhecia como suas.
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O MP-SP pediu a condenação de Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de insumos e lavagem de dinheiro, com pena que pode chegar a 51 anos de prisão.
Até o fechamento, não há informação sobre a data prevista para a sentença nem sobre eventual recurso da defesa. Também não constam detalhes sobre a posição dos demais réus nem sobre o andamento de eventuais processos relacionados no STF ou em outras instâncias.
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