"Amparar essas crianças e jovens é mais do que uma obrigação, é um gesto de solidariedade e responsabilidade", disse a senadora Leila (PDT-DF) | Foto: Reprodução Instagram
Dados mostram que 169 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF. Desse total, 294 meninos e meninas ficaram órfãos
O relatório da Senadora Leila foi aprovado hoje (9) sobre o Projeto de Lei 976/2022, que cria uma pensão para crianças e adolescentes de baixa renda que tenham ficado órfãos em razão de feminicídio no Distrito Federal.
O PL, que agora será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos e pelo Plenário do Senado, prevê o pagamento de uma pensão mensal para criança ou adolescente órfão de mãe vítima de feminicídio.
“Este projeto é uma forma de reparar o dano causado às famílias que perderam suas mães para o feminicídio”, afirmou a senadora Leila Barros. “É um gesto de solidariedade e responsabilidade do governo federal com essas crianças e adolescentes, que agora terão um apoio financeiro para reconstruir suas vidas”.
Segundo dados alarmantes, a maioria esmagadora das 169 vítimas de feminicídio no Distrito Federal (77,8%) eram mães, deixando um total de 294 meninas e meninos sem o amparo materno.
Além da angústia de perderem suas mães de forma tão brutal, essas crianças muitas vezes enfrentam condições de vulnerabilidade social, vivendo em situações precárias.
Autora da proposta, deputada Paula Belmonte tem outros dois projetos que devem ser promulgados com a derrubada de vetos
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