Não adianta tergiversar, apontar para Bolsonaro, berrar “fascismo” nas redes ou pedir socorro à ONU. O tarifácio de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tem nome, sobrenome e CPF ideológico: Luiz Inácio Lula da Silva.
Bolsonaro? Um peão. Útil, conveniente, ocasional — mas apenas um peão. Foi só o homem certo na hora certa, fazendo o que qualquer político faria: tentar surfar o caos. Só que esse caos foi fabricado peça por peça pelo próprio Lula. Ele é o engenheiro dessa tragédia geopolítica.
Vamos aos fatos.
Lula chamou Donald Trump de “nazista”. Recebeu com honras de chefe de Estado navios de guerra iranianos, afrontando sanções e acordos internacionais. Se negou a condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia — nem mesmo chamou o que acontece lá de ocupação. Alinhou-se com a China em acordos que flertam com dependência tecnológica e submissão comercial.
Mas o ápice da arrogância veio com a tentativa de criar uma nova moeda para escapar do dólar. Uma provocação direta ao eixo do sistema financeiro global. Aqui é preciso refrescar a memória: o dólar não é padrão mundial por acaso. Isso nasceu em Bretton Woods, em 1944, como resultado direto da vitória dos EUA e seus aliados na guerra contra o mal absoluto. E sim, falamos do nazismo e do império japonês — forças tão bárbaras que fizeram a humanidade repensar o conceito de humanidade.
Foi nesse contexto que o dólar se consolidou como moeda hegemônica. Porque os EUA venceram. Porque reconstruíram o mundo. E é por isso que dominam econômica e militarmente até hoje. E vão continuar dominando — por mais 200 anos, no mínimo.
A China não vai quebrar essa hegemonia. A Rússia muito menos. E Lula, com seus delírios terceiro-mundistas, não passa de um joguete exótico que resolveu cuspir no prato em que o Brasil sempre comeu: o comércio com o Ocidente.
Sim, Bolsonaro e seus filhos podem ter feito lobby. Podem ter comemorado o caos. Mas não foram eles que colocaram o Brasil no campo inimigo dos EUA. Lula fez isso conscientemente. Fez por ideologia, por vaidade e por aquele messianismo psicótico que o acompanha desde que se acha uma entidade iluminada pela seca do Nordeste.
Ele sempre desprezou a ideia de soberania nacional — a verdadeira, popular, liberal, baseada em cidadãos livres. Não. Lula é discípulo da Internacional Socialista, essa crença patológica de que o Estado-nação é apenas uma construção burguesa a ser superada por um governo mundial de burocratas iluminados, desde que esses iluminados sejam… ele e os seus.
Agora, diante do revés, ele vai fazer o que sempre fez: se vitimizar. Dizer que está sendo punido por desafiar o império. Que os EUA têm medo dele. Que Bolsonaro foi fazer fofoca em Washington. Vai querer transformar o tarifácio em troféu — se perder, se vende como mártir. Se ganhar, posa de herói anti-imperialista.
E o povo? O povo vai sangrar. Vai pagar mais caro por tudo. Vai perder emprego. Vai sofrer com inflação. Porque um homem, um homem só, resolveu brincar de geopolítica como se estivesse discursando no sindicato.
Bolsonaro pode ser o espantalho preferido de metade do Brasil — e com boas razões. Mas neste caso, a culpa não é dele. É de Lula.
É Lula quem desrespeita os aliados históricos do país.
É Lula quem despreza a diplomacia pragmática.
É Lula quem flerta com ditaduras e empurra o Brasil para o abismo econômico.
E mais grave: é Lula quem usaria o povo brasileiro como escudo humano político, da mesma forma que seus comparsas do Hamas fazem com civis em Gaza. Porque, para ele, povo é massa de manobra. Sempre foi.
A história está registrando.
O tarifácio é só o começo.
E a conta está chegando.






