Auditores desmentem discurso de Ibaneis e falam que arrecadação não é o problema

Arrecadação cresce em 2025, mas governador insiste em narrativa baixa na arrecadação

Com informações da Globo/DF

Auditores fiscais do Distrito Federal contestaram publicamente a versão do governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre uma suposta queda na arrecadação como causa da piora fiscal do GDF. Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a Associação dos Auditores Fiscais da Receita do DF (Aafit) afirma que os dados oficiais mostram exatamente o oposto do discurso adotado pelo Palácio do Buriti.

Segundo a entidade, a arrecadação de impostos do DF somou R$ 24,14 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento nominal de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo descontada a inflação, a alta real foi de 1,6%, o que, na avaliação dos auditores, afasta a ideia de colapso na receita tributária.

A Aafit reconhece fatores macroeconômicos adversos citados por Ibaneis — como juros elevados e desaceleração de setores da economia —, mas é categórica ao afirmar que a arrecadação não explica a deterioração das contas públicas. Para os auditores, os números indicam que a receita segue “pujante e em crescimento” e, portanto, não pode ser usada como justificativa para cortes ou contingenciamentos em políticas públicas.

O posicionamento confronta diretamente o tom adotado pelo governador nas últimas semanas. Ibaneis passou a repetir publicamente que o DF enfrenta uma crise orçamentária, associando o cenário a dificuldades econômicas gerais e à suposta frustração de receitas. A retórica ganhou força após atrasos inéditos em repasses ao Hospital da Criança de Brasília e diante do anúncio de contenção de gastos na área da Saúde em 2026.

Questionado sobre os dados apresentados pelos auditores, o Palácio do Buriti ainda não se manifestou. Em nota anterior, a Secretaria de Economia afirmou genericamente que algumas receitas ficaram abaixo do previsto em 2025, mas não detalhou quais foram frustradas nem quais ajustes orçamentários estão sendo planejados.

O contraste entre números oficiais e discurso político reforça a percepção de que a crise fiscal, mais do que um problema de arrecadação, pode ser resultado de escolhas de gestão. Enquanto os auditores apontam crescimento da receita, o governo insiste no discurso do “cinto apertado” — abrindo espaço para cortes, adiamentos e desgaste político em áreas sensíveis.

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