Retomada ocorre em meio à compra do Banco Master pelo BRB e pedidos de impeachment de Ibaneis
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retoma as atividades nesta terça-feira (3/2), iniciando o último ano do atual mandato, que começou em janeiro de 2023. A primeira sessão ordinária está marcada para as 15h e será transmitida pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube da Casa.
O retorno do Legislativo ocorre em meio ao desgaste político provocado pelo escândalo da compra do Banco Master pelo BRB, operação que gerou forte repercussão no meio político e motivou pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).
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Como de praxe no início do ano legislativo, a sessão terá caráter solene e deve contar com a presença de um representante do Governo do Distrito Federal. As atividades haviam sido suspensas desde 11 de dezembro de 2025, quando começou o recesso parlamentar.
Ainda sem pauta fechada, os deputados distritais devem se reunir ao longo da semana para definir as prioridades antes do avanço do calendário eleitoral. Segundo o presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), os principais projetos serão debatidos logo no início dos trabalhos.
Wellington afirmou que segurança pública e saúde devem estar no centro das discussões. Ele citou conversas com o secretário de Segurança, Sandro Avelar, e com o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, sobre iniciativas nessas áreas, tratadas como prioritárias.
Mesmo com 2026 sendo um ano eleitoral e com o ambiente político tensionado pelas denúncias envolvendo o BRB, o presidente da Câmara afirmou que a Casa seguirá funcionando normalmente. “É um ano menor, eleitoral, mas sem perder de vista aquilo que é mais importante para a população”, declarou.
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Entre os projetos que podem ser analisados na retomada estão propostas como a criação do Abrigo Público Distrital de Animais, tarifa zero no transporte público em dias de prova, passe-livre para desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade e a distribuição gratuita de repelentes para a população de baixa renda.
Também devem voltar à pauta projetos polêmicos que concedem títulos de cidadão honorário de Brasília a figuras como o ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os deputados federais Nikolas Ferreira e Bia Kicis.
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