Defesa de Bolsonaro diz que pedido de asilo na Argentina foi descartado

PF encontrou minuta no celular do ex-presidente; documento teria sido sugestão de aliados

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o pedido de asilo político na Argentina, localizado pela Polícia Federal em seu celular, nunca chegou a ser encaminhado ao governo de Javier Milei. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, o texto seria apenas uma “sugestão” feita por aliados, mas acabou descartado pelo próprio Bolsonaro.

O documento, intitulado “Carta Jair Messias Bolsonaro”, foi encontrado no relatório final da PF divulgado nesta quarta-feira (20). Produzido pela esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o arquivo de 33 páginas foi salvo no telefone do ex-presidente em 10 de fevereiro de 2024 — dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que investiga a tentativa de golpe de Estado.

Na carta, Bolsonaro se declara “perseguido político” e pede a Milei asilo “em regime de urgência” por temer pela própria vida e pela iminência de uma prisão que, segundo ele, seria “injusta, ilegal e arbitrária”. O texto tem espaço reservado para assinatura e data, mas não há registro de envio.

A Procuradoria destacou que Bolsonaro esteve na Argentina em dezembro de 2023, durante a posse de Milei, ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O governo argentino, contudo, negou ter recebido qualquer solicitação de asilo.

A defesa prepara agora explicações ao Supremo Tribunal Federal, que deu 48 horas para Bolsonaro justificar o descumprimento de medidas cautelares e esclarecer o que a Corte chama de “risco comprovado de fuga”.

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