Economistas veem “bomba fiscal” em exclusão do INSS da meta

Decisão do STF fragiliza arcabouço fiscal e abre precedente perigoso, dizem especialistas

A decisão do STF de autorizar o governo a excluir da meta fiscal os gastos com o ressarcimento a vítimas de fraudes no INSS acendeu um alerta entre economistas.

Para Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, a medida desmoraliza a regra fiscal: “Não dá para fazer um gasto por fora a cada contingência. A meta perde função”.

Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central, afirmou que o arcabouço “virou piada” e já não serve “para mais nada”.

O economista Tony Volpon alerta: “Tudo acaba caindo na dívida. A dívida não perdoa”. A projeção é de que a dívida bruta supere 100% do PIB até 2030.

Especialistas como Beto Saadia e Murilo Viana destacam o risco de um precedente que permita novas exclusões da regra fiscal por decisões judiciais.

O governo prevê R$ 4 bilhões em despesas com o INSS e admite dificuldades em cumprir a meta de déficit zero. Para os analistas, o problema vai além da meta e expõe a rigidez do orçamento, que já opera no limite.

website average bounce rate

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui