Deputado participou de reuniões em Washington sobre a atuação de autoridades brasileiras e os desdobramentos do 8 de janeiro
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se reuniu nesta terça-feira (15) com autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, para tratar de possíveis sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A informação foi confirmada por aliados do parlamentar.
Segundo relatos, também foi discutida a inclusão de outros casos nas manifestações oficiais do governo norte-americano, com foco em episódios relacionados aos réus dos atos de 8 de janeiro.
O encontro ocorre no mesmo dia em que o governo federal e o governo de São Paulo realizaram reuniões com empresários sobre os impactos das tarifas de 50% impostas por Donald Trump a produtos brasileiros.
Aliados de Eduardo afirmam que ele defende a anistia aos investigados por suposta tentativa de golpe como condição para qualquer avanço nas negociações com os EUA — ponto que, segundo fontes, não foi abordado nas tratativas do governo brasileiro.
Lei Magnitsky
Integrantes do entorno do deputado acreditam que Moraes e Gonet podem ser incluídos em uma lista de sanções com base na Lei Magnitsky, adotada pelos Estados Unidos desde 2012.
A norma, criada ainda no governo Barack Obama, permite que o governo americano aplique sanções unilaterais contra indivíduos considerados envolvidos em violações de direitos humanos ou corrupção. As penalidades incluem congelamento de bens, proibição de entrada nos EUA e restrições a negócios com empresas americanas.
Em maio, a CNN já havia revelado que Gonet passou a ser mencionado por parlamentares aliados de Bolsonaro em articulações no exterior.
Até o momento, nem o STF nem a Procuradoria-Geral da República comentaram o caso.






