Em plenário, deputado Hermeto defende repasse de recursos à Educação no DF
O parlamentar frisou que emendas parlamentares destinadas ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira “seguem etapas claras”
Recursos destinados à Educação do Distrito Federal, por meio de emendas parlamentares, foram tema de pronunciamento na sessão ordinária desta terça-feira (17) na Câmara Legislativa. Na ocasião, o deputado Hermeto (MDB) subiu à tribuna do plenário para rebater acusações apresentadas contra ele no âmbito da Operação Blackboard, que investiga desvios de recursos no Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF).
“Recebi ataques. Por isso, solicitei documentação para provar cada ato do meu mandato”, anunciou.
O distrital iniciou seu pronunciamento apresentando um vídeo de 2014 que reproduzia matéria de um telejornal local mostrando “as precárias condições” do Centro de Ensino Fundamental 01 (CEF 01), centro das denúncias. “Naquele ano, a comunidade já denunciava”, comentou o parlamentar.
Hermeto discorreu ainda sobre a importância do PDAF para as escolas: “O resultado das emendas é positivo para alunos e professores. E as escolas recebem melhorias e equipamentos”. O parlamentar frisou que as emendas parlamentares destinadas ao PDAF “seguem etapas claras” e que não deixará de “investir na educação, a exemplo dos demais deputados distritais que destinam recursos para as escolas”.
Plenário
Após o discurso, o deputado recebeu o apoio de pares de diferentes partidos, como o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB). “Confio no Poder Judiciário e a verdade virá à tona”, disse. Do Psol, Max Maciel prestou solidariedade ao colega. “Hermeto teve a casa invadida como tantas em territórios periféricos. Depois, não encontram nada, mas a imagem fica manchada”, lamentou.
O deputado Jorge Vianna (PSD) reforçou a necessidade de manutenção do PDAF e lembrou de casos em que dirigentes escolares foram afastados acusados de mal gerência dos recursos destinados por meio de emendas. “Em Samambaia, por exemplo, um coordenador foi afastado, mas nós precisamos cuidar das escolas da região”, comentou. Enquanto Gabriel Magno (PT) reforçou a necessidade de se garantir “o direito de defesa” e de se afastar o que chamou de “julgamento midiático”.






