Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia aponta que nenhum dos meninos avaliados apresentava a condição.
Um estudo divulgado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) durante o 40º Congresso Brasileiro de Urologia indicou que muitos responsáveis acreditam que o tamanho do pênis infantil está abaixo da média. Entre os entrevistados, 24% avaliaram o órgão como pequeno, enquanto 48% consideraram as medidas normais.
A pesquisa foi motivada pela circulação de vídeos nas redes sociais que sugeriam casos de micropênis e necessidade de hormonioterapia em crianças. Os urologistas, porém, identificaram que as medições feitas pelos cuidadores tendem a subestimar o comprimento em cerca de 2,5 a 3 centímetros.
No levantamento com 99 pacientes e familiares, responsáveis fizeram medições caseiras antes de repetirem o procedimento com um médico. A média registrada pelos cuidadores foi de 3,64 cm, enquanto a medição profissional alcançou 6,18 cm. Nenhuma das crianças avaliadas apresentou micropênis.
Especialistas explicam que o desenvolvimento do pênis ocorre desde a gestação até o fim da puberdade. Segundo o endocrinologista pediátrico Miguel Liberato, o crescimento é gradual e varia por fases, com maior avanço na puberdade. Ele orienta que a preocupação só é necessária quando as medidas estão muito abaixo dos percentis esperados para a idade.
Caso o diagnóstico de micropênis seja confirmado, o tratamento pode envolver investigação hormonal e intervenção precoce. Em geral, o desenvolvimento genital segue padrões naturais. Os médicos reforçam que a atenção deve estar na saúde e no bem-estar da criança, e não em comparações visuais.
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